O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 11/01/2021
O filósofo frânces Sartre defende que cabe ao ser humano escolher o seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à quetão do aumento de incêndios nas matas brasileiras. Nesse contexto, nota-se a consolidação de um grande problema, em virtude da insuficiência de leis e da priorização de interesses financeiros.
Em primeiro plano, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a insuficiência de leis. A Constituição Federal de 1988, busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. Porém, diante da realidade na qual o Brasil se encontra a respeito do aumento das queimadas, essa legislação não tem sido eficiente, uma vez que, de acordo com dados do Inpe, foram mais de 125 mil queimadas no país no período de 1° de janeiro a 12 de setembro de 2020.
Em segundo plano, vale ressaltar a priorização de interesses financeiros. Segundo Ricardo Mello, gerente do Programa Amazônia WWF Brasil, quase todas as queimadas são associadas à atividade humana. Nesse sentido, se tem a apropriação da natureza através do desmatamento como meio para a obtenção de lucros, seja para a implantação de pasto como para a expansão do agronegócio. O produto dessas ações antrópicas colocam em risco a renovação dos recursos extraídos e o próprio solo.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Cabe ao Ministério do Meio Ambiente, aplicar a política nacional vigente, por meio de investimentos feitos pelo Governo Federal, com o intuito de promover a conservação e preservação das florestas. Ainda assim, o Governo Federal, deve executar a legislação que proíbe as queimadas em áreas de preservação, por meio da vigilância destas áreas com o auxílio de guardas municipais, a fim de assegurar a integridade de todos e a redução dos números de incêndios provocados pela irresponsabilidade da sociedade brasileira.