O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 16/12/2020
Desde o surgimento do Iluminismo, no século XVIII, entende-se que os problemas sociais só se resolvem quando há uma união das pessoas como sociedade. Entretanto, o aumento de incêndios nas matas brasileiras aponta que os ideias, pregados por esse motim, são atestados na teoria, mas não preferívlemente na prática, mostrando que a problemática permanece enraizada à realidade do país, seja pelo afrouxamento das leis pelo governo e, também, pela expansão agrícola desenfreada. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim de um pleno funcionamento da sociedade.
É relevante abordar, primeiramente, que o aumento das queimadas em florestas do país, deriva de uma inércia governamental. Segundo Aristóteles, a política deve ser uma arte de se fazer justiça e, com ela, levar equilíbrio para a sociedade. De maneira símil, é possível perceber que as queimadas catastróficas ocorridas no ano de 2020, no Pantanal e Amazônia, desfaça essa harmonia, haja vista que, de acordo com o site UOL, o governo exonerou vários funcionários do IBAMA que aplicaram multas às pessoas que começaram os incêndios. Assim, esses indivíduos ganharam “carta branca” para realizar a prática criminosa, uma vez que o poder executivo estava do lado dos incendiários.
Paralelamente a isso, o pensamento do sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, de que o mundo está vivendo uma “Modernidade Líquida”, na qual as relações sociais, políticas e econômicas são superficiais e não duradouras, se evidencia quando os grandes latifundiários, movidos pelo lucro, ameaçam ameaçam os biomas brasileiros com a justificativa de expansão agrícola. Todavia, ao longo prazo, a retirada das florestas se torna uma prática suicida, uma vez que essas matas, como a amazônica, por exemplo, envia umidade para todo o sudeste e centro oeste do país, causando chuvas. POrtanto, sem essas massas de ar úmidas, as chuvas não ocorrem e o plantio se torna inviável.
Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca do aumento de queimadas nas matas brasileiras seja imprescindível para a construção de uma sociedade mais utópica. Nessa lógica, é imperativo que o ministro do meio ambiente, Ricardo Sales, elabore um projeto de lei, que deverá ser entregue ao poder legislativo, com o intuito de punir as pessoas que começarem incêndios criminosos. Essa ementa, deverá dar plenos poderes ao IBAMA para exercer seu trabalho sem que haja interferência política e, assim, os fiscais poderão prender e aplicar multas aos criminosos sem medo de perderem o emprego. Com isso, além da diminuição drástica da devastação de florestas causadas pelo fogo, elas permanecerão preservadas.