O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 24/11/2020

A Constituição Federal de 1988 determina que a proteção do meio ambiente é dever do Estado e da sociedade. Ainda assim, os desafios ambientais aumentaram sobremaneira em 2020, segundo o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que informou o recorde nas queimadas das matas brasileiras. Isso sugere maior aprofundamento nas causas e nas consequências dos incêndios, a fim de solucionar o desafio de forma urgente.

Como se sabe, a floresta Amazônica e o Pantanal Mato-Grossense, áreas mais devastadas no presente ano, já sofrem naturalmente com as secas devido a sua projeção ambiental. Porém, diferente do determinado constitucionalmente, as ações antrópicas não são de proteção do bioma e sim de agravamento do caso. Tais condutas se originam da expansão da agropecuária, da lavoura, da tentativa de controlar pragas e ervas-daninhas, tudo em função do aumento do lucro na atividade. Além do crime ambiental por si só,, essas ações perdem o controle e se expandem para as demais áreas contíguas de forma incontrolável, provocando o alastramento do fogo e consequências calamitosas.

A partir dessas ações, as consequências são múltiplas: além dos prejuízos ambientais como a extinção de espécies raras, a destruição da fauna e da flora, a irrecuperabilidade do solo, as queimadas atingem, a curto prazo, a população vizinha aos desastres. Isso pois, em 2019, segundo dados do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) quase três mil pessoas foram internadas por problemas respiratórios por inalação de fumaça na proximidade das queimadas. Para mais do quesito da saúde populacional, o ocorrido na situação pandêmica atual, agrava os casos da COVID-19 e gera ainda mais prejuízos financeiros na área da saúde para o Poder Público.

Sendo assim, verificam-se as causas e as consequências dos incêndios nas matas brasileiras, rejeitando, de plano, os mandamentos constitucionais. Para reversão desse quadro, é necessário que o Poder Público, com auxílio direto do Ministério do Meio Ambiente, viabilize a inserção da inteligência artificial no combate aos focos das queimadas. Com a tecnologia, a solução se torna rápida, eficaz e direcionada para a ação das aeronaves da Força Aérea Brasileira que já atuam nos locais. Tal solução é efetiva, haja vista que, além de todos os benefícios humanos e ambientais a serem preservados, é menos custoso evitar os incêndios do que recuperar as áreas atingidas pelo fogo.