O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 24/11/2020

O filósofo Sartre dissertou sobre o comportamento coletivo, evidenciando-o sobre o caminho para o real progresso de uma nação, a fim de alcançar o bem-estar social. Análogo a isso, nota-se uma crescente discussão coletiva acerca da persistência das queimadas nas matas brasileiras e as consequências que esses incêndios causam no meio ambiente. Com isso, em vez de trabalharem como estratégias efetivas, os mecanismos de auxílio social e razão estrutural acabam por contribuir com o cenário atual.

Primeiramente, é fundamental debater os impasses desses fenômenos. Dessa forma, de acordo com o site O Globo, o bioma cerrado teve cerca de quatro quintos de suas florestas queimadas em 2017. Esse dado evidencia a baixa eficiência nos mecanismos de auxílio, como o governo, em fiscalizar as causas dos incêndios criminosos que ocorrem nas florestas originados pela agroindústria. Uma vez que há programas que ajudam na fiscalização dessas ações prejudiciais, porém tais recursos não estão sendo fiscalizados adequadamente. Diante disso, a ausência de medidas de vigilância no meio ambiente afeta diretamente o aumento das  queimadas nas matas brasileiras.

Além disso, é cabível afirmar que essa situação nociva se deve ao fato social. Assim, segundo Durkheim, “o fato social é a maneira coletiva de pensar e agir, dotada de coletividade e coercitividade.” Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que uma parte da população desvaloriza a preservação do meio ambiente por falta de informação, o que agrava ainda mais o aumento de incêndios florestais pela ação antrópica. Por conseguinte, a inserção do papel da disciplina Ciências Naturais precisa ser aplicada nas escolas e faculdades de forma mais objetiva para que a importância da preservação da natureza seja valorizada desde a infância.

Portanto, torna-se clara a relevância da adoção de medidas para a diminuição dessa problemática. Logo, o Congresso Nacional deve elaborar uma legislação que vise a fiscalização de projetos feitos pela agroindústria, por meio de especialistas em meio ambiente, como agrônomos e biólogos, com o fito de amenizar os problemas causados pela má administração desses projetos que resultam em incêndios e outras perturbações ao meio ambiente e informar as pessoas sobre a importância da preservação da natureza, por via de cartilhas didáticas. Isso pode ser feito por meio de uma licitação pública e tem como objetivo o aumento do bem-estar social.