O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 23/11/2020
O Brasil, por se localizar entre os Trópicos de Câncer e Capricórnio, é um país com florestas bastante biodiversas. Contudo, essa riqueza natural encontra-se ameaçada frente ao aumento de incêndios nas matas brasileiras. Nesse âmbito, dois aspectos fazem-se relevantes: o avanço da fronteira agrícola e o despreparo das autoridades no combate ao fogo.
A priori, é importante reconhecer o papel protagonista do agronegócio na economia brasileira. No entanto, assim como defende Paul Atson, a inteligência deve capacitar as espécies a viver em harmônia com o ambiente. Desse modo, urge, na atualidade, a necessidade de se estabelecer equilíbrio entre os interesses econômicos e as limitações biológicas da natureza. Vale salientar que esse modelo socioeconômico, denominado desenvolvimento sustentável, já é posto em prática em países desenvolvidos, como a Suécia e a Holanda, mas ainda não é visto, de forma preponderante, no Brasil.
Nesse mesmo viés, incapazes medidas de combate aos incêndios contribuem com o problema. No contexto atual, tal como afirma Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Dessa maneira, percebe-se que as medidas de intervenção do Estado, por meio dos órgãos ambientais, carecem do potencial tecnológico que, caso fosse usado, poderia, de efeito exponencial, atenuar o problema. Com essa conjuntura, há maior degradação da flora e fauna em situações de incêndios e desmatamentos.
Em síntese, percebe-se o casamento entre o avanço da agropecuária e o desdém do Estado sobre o meio ambiente. Posto isso, o poder público deve fornecer aos agentes de segurança ambiental equipamentos dotados de tecnologia que favoreça a rápida identificação e combate ao fogo, tais como GPS e radares. Assim, com essas mudanças, aliadas às propostas de desenvolvimento sustentável, haverá harmônia entre o ser humano e o ambiente