O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 19/11/2020
Brasil em chamas
A Amazônia possui condições climáticas que fazem dela uma floresta úmida, dessa forma, não há possibilidade de incêndios naturais, e sim de causa antrópica, motivadas, principalmente, pela ganância do agronegócio e impulsionada pelo descaso do governo com o tópico. Como resultado há inúmero problemas não restritos a área de floresta queimada.
Deve-se pontuar, de início que a relação entre desmatamento e queimadas é contígua. Isso porque grande parte dos incêndios florestais ocorrem em áreas já desmatadas, como forma de continuidade de degradação do bioma, para a pecuária ou agricultura. Além disso, apesar de dados do Inpe demonstrarem alta das queimadas na Amazônia(30%) e no Pantanal(200%), o orçamento destinado à contratação de pessoal de prevenção e controle de incêndios florestais em áreas federais sofreu redução de 58% entre 2019 e 2020.
Assim sendo, o fogo desequilibra o habitat ao destruir árvores e afugentar animais para áreas que não são de sua origem. Ademais, om a diminuição da evapotranspiração, as chuvas também reduzem, prejudicando populações que estão distantes do problema. Há também questões relacionadas à saúde humana, como problemas respiratórios.
Os incêndios florestais, portanto, precisam ser prevenidos e combatidos. Dessa forma, deve-se adotar mecanismos de compensação para proprietários que usam terras de forma sustentável, como incentivos fiscais e esquemas de certificação, uma vez que a maior parte da motivação das queimadas é financeira.