O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 11/11/2020

Em 2002, o Brasil assinou o Protocolo de Kyoto, que visa diminuir as concentrações de gases estufas na atmosfera. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descumprimento desse protocolo, pois as emissões de gases estufas continuam altas no país devido ao aumento das queimadas no meio ambiente. Desse modo, a negligência estatal e a consequente flexibilização das leis ambientais fundamentam o aumento de incêndios nas matas brasileiras, que contribuem para a emissão de gases poluentes e, por consequência, os impactos ambientais.

Em primeira instância, o descaso público com a preservação ambiental intensifica a destruição das matas, pois há a carência de investimentos para as corporações oficiais, as criações das medidas políticas de preservação, entre outros, para proteger a flora brasileira. Nessa ótica, o ministro do meio ambiente aprovou um projeto que promove a flexibilização das leis ambientais, que contribuiu para o aumento do desmatamento na floresta amazônica durante a pandemia do coronavírus, segundo o apresentado em outubro de 2020 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais dos Estados Unidos da América. Assim, a falta de políticas preservacionistas ambientais demonstra a negligência pública e contribui para a destruição das matas no país.

Em segunda análise, segundo o ideal " American Way of life", que expressa o acúmulo de capital acima da ética, a nação brasileira apresenta o viés individualista, pois concorda com a destruição da flora brasileira se houver ganho financeiro para a economia. Nessa conjuntura, há políticas de disponibilização de linhas de crédito para empresas que investirem na fronteira agrícola, que se baseia na queimada do solo das matas para promover a agricultura, como o avanço da sojicultura no cerrado, segundo o apresentado em julho de 2020 pelo Jornal EL PAÍS. Por conseguinte, o desmatamento é incentivado pelos órgãos públicos que ignoram os impactos gerados pela destruição do meio ambiente no país.

Portanto, é mister a criação de medidas políticas para sanar o avanço dos incêndios nas matas brasileiras. Então, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o Ministério da Educação, deve propôr o investimento na criação das políticas de preservação ambiental, por meio da disponibilização de equipamentos tecnológios ofertadas às corporações de policiamento ambiental brasileira e da implementação de palestras educativas, cedidas por professores, em redes públicas de ensino para conscientizar os indivíduos sobre a proteção ambiental e preservar as matas brasileiras. Logo, a população deve fornecer investimentos na preservação ambiental para garantir o estabelecimento da geração futura brasileira.