O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 06/11/2020

A fim de discutir a relação do ser humano com o meio ambiente, a Conferência de Estocolmo, datada no final do século XX, foi um marco da desassociação da exploração intensiva com o progresso. Entretanto, tal pensamento conservador ainda persiste no âmbito brasileiro, refletindo em inúmeros incêndios, proveniente principalmente de latifundiários.

A flexibilidade nas legislações ambientais e econômicas, acerca do seto agronegócio, é extremamente presente, uma vez que o Brasil é impactante no mercado agrícola, como no caso da soja. Porém, a negligência governamental é denunciada a partir da falta da necessidade, já que tais latifúndios representam 1% das propriedades brasileiras e ocupam cerca de 47% do território nacional, segundo o IBGE.

Dessa forma, um outro fator que marca essa desnecessidade é a evolução da biotecnologia e da maquinária, responsáveis por suprir a produtividade de países com baixa extensão territorial, como o Japão. Tal evolução foi apelidada de “Revolução Verde” e acaba apontando a prevalência dos interesses econômicos de tais fazendeiro, acusados pela Polícia Federal de provocarem as queimadas no Pantanal, no ano de 2020.

Portanto, é racional afirmar que o aumento dos focos de incêndios é mais complexo que apenas desastres naturais. Logo, é papel do Ministério do Ambiente promover parcerias com empresas competentes para o desenvolvimento de softwares para monitorar tais focos em imagens satélites, além de propor reformas agrárias que combatem tais expansões, a fim de, com o apoio popular, promover o bem-estar social.