O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 11/10/2020
Com os avanços tecnológicos e econômicos provenientes da Segunda Revolução Industrial no século XIX, as despreocupações sociais e governamentais com as questões de preservações ambientais, deram lugar para a intensa exploração dos recursos naturais e seus derivados, com o intuito de obter meios lucrativos e rentáveis. No entanto, o descanso perante as infraestruturas e conservações dos espaços florestais são fatores presentes na sociedade contemporânea, uma vez que o aumento de incêndios nas matas brasileiras exemplifica essa situação. Nesse sentido, as queimadas são relevantes para a economia do país e resultam em consequências irreversíveis para a biodiversidade e posteriormente para a saúde da população. Em primeiro lugar, é preciso pontuar, de início, que a econômica é o fator primordial para a negligência governamental perante as questões de queimadas brasileiros. Isso porque, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), desde de 1994 a 2004 fatores econômicos, como valor de matérias-primas e especulações fundiárias tiveram papel essencial para o desmatamento. Diante desse contexto, percebe-se que os principais produtos agroexportadores do Brasil estão associados as intensas queimadas e desflorestamento, exemplo, da soja e da carne, que são vendidos principalmente para a China e acumulam 5% do produto interno bruto do país (PIB), sendo os principais meios lucrativos do país. Em segundo plano, as consequências provenientes das numerosas queimadas no Brasil, são sentidas nas perdas irreparáveis da biodiversidade, tanto na fauna como na flora brasileira, posto que após o fogo os animais podem morrer pela falta de abrigo e alimentação, sendo que muitos são incinerados vivos pelo calor latejante do fogo. Além disso, outro grave problema ocasionado pelas queimadas, são os sérios danos a saúde da população; visto que em 2019, houve 2195 internações devido a doenças respiratórias, sendo que os mais afetados são idosos e crianças por apresentarem baixa imunidade de acordo com o Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS). Desse modo, observa-se que queimar não gerar apenas lucro para o governo, mais também prejuízos para todos os seres vivos. Diante dos fatos supracitados, é dever do governo zelar pela preservação ambiental do Brasil, coibindo os aumentos dos focos de incêndios pensando essencialmente na saúde da população e da biodiversidade. Para tal, o Estado em parceria com o IBAMA, devem realizarem por meio de investimentos orçamentários intensas fiscalizações e monitoramentos em áreas com principais focos de queimadas, com o intuito de reprimir de maneira restritiva os focos, como assegurar o uso racional dos recursos naturais, impedido assim, ações prejudiciais do homem sobre a natureza. Por fim, com tais medidas implementadas os focos de incêndios serão diminuídos e a preservação das futuras gerações concretizadas.