O aumento de incêndios nas matas brasileiras

Enviada em 10/07/2020

De acordo com o filósofo Hegel, o pensamento social evolui com o decorrer da história, ao passo que a sociedade começa a adotar ideias coletivistas a fim de se tornar mais inclusiva e assegurar a qualidade de vida de todos. Porém, o aumento de incêndios nas matas brasileiras, movido pela expansão da agropecuária e do extrativismo vegetal exprimem uma predominância do pensamento individualista por parte da alta classe brasileira, o que, segundo a ideia de Hegel, indica um retrocesso.

Primeiramente, é preciso constatar que as queimadas aumentaram 82% em relação ao ano de 2018, foram 71.497 focos no período de janeiro a agosto de 2019 contra 39.194 no ano anterior. Acerca disso, essa é a maior alta e também o maior número de registros em sete anos no país, de acordo com o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) gerados com base em análises de satélites. Nessa perspectiva, a Amazônia concentra 52,5% dos focos de queimadas de 2019, seguido pelo Cerrado com 30,1% e Mata Atlântica com 10,9%.Esses dados mostram que esse ato cresce sem controle e não são realizadas medidas para combater tal atrocidade.

Por conseguinte, cabe analisar que as queimadas estão diretamente ligadas aos desmatamentos. Segundo Ane Alencar, que estuda a Amazônia há vinte e cinco anos," quando você desmata uma área para implementar pastagem ou agricultura, você tem que se livrar daquela biomassa." Nesse âmbito, dados do Instituto do Homem e  Meio Ambiente  da Amazônia (Imazon) apontam uma alta de 15% de desmatamento no último ano.

Portanto, é importante que o Estado tome medidas para solucionar esse problema. O Ministério do Meio Ambiente deve investir nos mecanismos de vigilância nas regiões florestais, como patrulhas militares, satélites pontos de controle para que os focos possam ser contidos e os responsáveis sejam localizados mais facilmente. Assim, o país poderá ter a sua natureza livre de incêndios e desmatamentos.