O aumento de incêndios nas matas brasileiras
Enviada em 13/04/2020
Em agosto de 2019, houve um debate midiático de repercussão internacional em virtude de dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais acerca do aumento de focos de incêndio da Amazônia. Nesse contexto, apesar da dualidade de perspectivas - o dado era alarmante em comparação ao ano de 2018, mas estava dentro da média para as últimas décadas -, o fato é que as queimadas existem, são causadas por interesses humanos e colocam a natureza em risco. Desse modo, medidas de combate a essa problemática são necessárias.
De início, cabe elucidar porquê os incêndios ocorrem nas matas do Brasil. Sob esse ângulo, há uma relação direta com o desmatamento, uma vez que o objetivo da retirada de cobertura vegetal é realizar plantio, pastagens ou colheitas. Em meio a isso, haja vista o pensamento marxista de que a economia é o motor da sociedade, verifica-se o forte interesse econômico, primordialmente do agronegócio - considerando sua influência histórica desde a colonização da América Portuguesa - nesse processo criminoso. Em síntese, o ser humano prioriza a economia em detrimento da preservação ambiental.
Em função disso, vale ressaltar que o meio ambiente sofre consequências negativas por causa das queimas. Nesse sentido, consoante o filósofo Zygmunt Bauman, a modernidade é marcada pelo imediatismo e isso fica claro no caso das queimadas, já que elas são ações de cunho imediatista, pois, a curto prazo, aumenta a fertilidade do solo; todavia, ao passar do anos, a a terra se torna infértil. Outrossim, é emblemática a perda da biodiversidade, tendo em vista que a Amazônia e o Cerrado já são considerados “hotspots” pela Geografia, ou seja, são biomas ricos e estão ameaçados de destruição. Dessa forma, é nítido o grande prejuízo ambiental dos incêndios nas matas.
Portanto, observa-se que é imprescindível conter o ato humano de realizar queimadas. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério do Meio Ambiente consolide a lei vigente sobre o tema, por meio do aumento da fiscalização, utilizando a vigilância do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), principalmente, nos “hotspots” brasileiros, a fim de identificar os responsáveis pelo crime com maior facilidade e aplicar as devidas punições. Assim, os incêndios nas vegetações não terão mais ocorrência preocupante no território brasileiro.