O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 12/10/2022

A Constituição de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - assegura que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Sob essa ótica, é notório que essa norma não é colocada em prática, visto que a transmissão de DSTs (Doenças sexualmente trasmissíveis) aumenta de forma exponencial entre os jovens brasileiros. Dessa forma, não só há a banalização de DSTs, como também há a ineficácia do Estado.

Em primeiro plano, evidência-se a mediocrização das doenças como fator determinante para a persitência da problemática. Na série “Sex Education”, os alunos fazem um trabalho na escola para a educação sobre as DSTs e da procura de um médico ser um fator super importante no início da vida sexual. Fora da ficção, é diferente, posto que os jovens hodiernamente estão mais preocupados com os métodos contraceptivos do que com as patologias que a vida sexual pode trazer e dão mais importância a pílula anticoncepcional do que a camisinha. Nesse sentido, verifica-se que, infelizmente, mesmo após os avanços na medicina e na mídia, ainda há uma banalização de DSTs.

Ademais, convém ressaltar que a ineficácia do Estado está entre as principais causas da questão. Segundo John Locke, “A lei foi feita ao homem, não para a lei.” Nessa lógica, percebe-se que é inaceitável a menor relevância que o Estado da para as DSTs, dado que a lei não está eficiênciente para diminuir o aumento da crise de saúde pública das patologias sexuais, o Governo da mais atenção no carnaval sobre o problema, do que um trabalho mais beneficiente o resto do ano letivo, a legislação está apenas no papel. Portanto, indubitavelmente, faltam medidas efetivas pelas autoridades competentes para resolver o crescimento das doenças sexualmente trasmissíveis entre os jovens brasileiros.

Logo, ações são necessárias para minimizar essa problemática. Cabe ao Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, levarem a informação nas comunidades com maior número de casos, por meio de consultas públicas nas casas, levarem também às instituições educacionais, por meio de debates, palestras e feiras educacionais, a fim de levar maior conhecimento, para que diminua os casos de DSTs entre os adolescentes do Brasil.