O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 07/10/2022

Dados do Ministério da Saúde de 2007 a 2021 mostra que 52,9% dos casos de HIV está entre a população jovem. Diante disso, é possível notar a incidência do número de jovens brasileiros que têm uma conduta sexual pouco segura, o que acarreta no aumento do numero de casos de DSTs . Assim, com vistas a combater o revés, urge a necessidade de uma profunda análise não só da ineficácia do estado, mas também da banalização dos métodos de proteção.

Diante desse cenário, faz-se crucial apontar a ineficiência do Estado como um agravante. A Constituição Federal de 1988 afirma que a saúde é um direito de todos, e ao Estado cabe o dever de garanti-la para todos os residentes do país. No entanto, na prática, não é isso que acontece, pois as campanhas de prevenção contra as DSTs não são eficazes com os jovens, uma vez que essas ações preventivas são pouco divulgadas e não usam uma linguagem coloquial , ou seja, não atigem esse grupo de forma contundente. Dessa forma, é inaceitável que o poder público não haja com mais eficiência nas campanhas preventivas contra as DSTs com essa coletividade.

Outrossim, é preciso observar a influência da banalização dos métodos de proteção no infortúnio. Segundo o teólogo francês Jacques Bossuet, “a saúde depende mais das precauções que dos médicos.” Nesse sentido, é inadmissível que os jovens só lembrem da Aids como DST, mas esqueçam das outras doenças e infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, herpes e gonorreia, que deixam sequelas psicológicas irreversíveis, a exemplo da depressão. Desse modo, é importante salientar que todos estão sujeitos a um dia serem infectados, caso não exista uma precaução na hora de se relacionar.

Portanto, é preciso encontrar formas de amenizar os desafios associados ao aumento de casos de DSTs entre jovens no Brasil. Para tanto, é dever do Ministério da Saúde, dada a sua importância na manutenção do bem-estar do corpo social, não só iniciar mais campanhas de prevenção com linguagem própria para a juventude, como também palestras acerca do uso de métodos de proteção. Tais ações devem ser realizadas através de parcerias com escolas e universidades, a fim de diminuir o número de jovens infectados no Brasil.