O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 06/10/2022

Dados do Ministério da Saúde de 2021 revelam que a maior incidência dos novos casos de HIV está entre a população jovem. Nesse sentido, é possível notar que cresce o número de jovens brasileiros que tem uma conduta sexual pouco segura. Assim, com vistas a combater o revés, urge a necessidade de uma profunda análise não só ineficácia do estado, como também a banalização dos métodos de proteção.

Diante desse cenário, faz-se crucial apontar a ineficiência do estado como um agravante. A Constituição Federal de 1988 afirma que a saúde é um direito de todos, e ao Estado cabe o dever de garanti-la para todos os residentes do país. No entanto, na prática, não é isso que acontece, pois as campanhas de prevenção não são eficazes com os jovens, uma vez que eles têm uma linguagem específica, o que faz com que essas ações tradicionais não atinjam esse grupo de forma contundente. Dessa forma, é inaceitável que o poder público não haja com mais eficiência nos métodos de prevenção com essa coletividade.

Outrossim, é preciso observar a influência da banalização dos métodos de proteção no infortúnio. Segundo o pensamento do teólogo francês Jacques Bossuet, “a saúde depende mais das precauções que dos médicos.” Nesse sentido, é inaceitável que os jovens só lembrem da aids como DST, mas esqueçam das outras doenças e infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis, herpes e gonorreia, que só podem ser prevenidas com o uso de preservativos e cuidados pessoais. Desse modo, é importante que salienatar que todos estão sujeitos a um dia serem infectados caso não exista uma precaução.

Portanto, é preciso encontrar formas de amenizar os desafios associados ao aumento de casos de DSTs entre jovens no Brasil. Para tanto, é dever do Ministério da Saúde, dada a sua importância na manutenção do bem-estar do corpo social, não só iniciar campanhas de prevenção com linguagem própria para a juventude, como também palestras acerca do uso de métodos de proteção. Tais ações, que devem ser realizadas através de parcerias com escolas e universidades, a fim de diminuir o número de jovens infectados no Brasil.