O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 15/09/2022

Desde os anos 1850 a.C, os egípcios utilizavam contraceptivos que consistiam em envoltórios penianos produzidos a partir de linho e intestino de animais. De modo análogo, na atual conjuntura, com o avanço da tecnologia, os preservativos foram aprimorados e permanecem sendo uma dupla proteção que impedem a difusão de doenças e gravidezes indesejadas. Todavia, ainda que a camisinha seja eficiente e distribuída nos postos de saúde, o aumento de DSTs entre jovens brasileiros é indubitável, sobretudo pela educação sexual ineficiente e banalização das ISTs.

Em uma primeira análise, o livro autobiográfico “Depois daquela viagem”, da autora Valeria Piassa, discorre sobre sua adolescência após ter contraído HIV ao se relacionar sem proteção, a desinformação acerca da patologia e os preconceitos em relação ao vírus. A partir dessa obra, nota-se que, apesar da negligência por parte da jovem, a contaminação também foi fruto de uma educação sexual ineficaz. Em 2019, por exemplo, uma pesquisa no site “NovaEscola” evidenciou que menos de 20% das escolas ensinam sobre conscientização em relação à sexualidade. Com isso, pode-se inferir que a desinformação acarreta propagação de afecções obtidas por vias sexuais e, por consequência, propaga preconceitos.

Ademais, outro fator que impulsiona o crescimento de adolescentes portadores de infecções sexualmente transmissíveis é a banalização das afecções sexuais. Tal comportamento pode ser observado ao longo das décadas, pois, em 1960, a pílula anticoncepcional e, concomitantemente , a incidência de aids espalharam-se pelo mundo. Comparativamente às procedências da sociedade, depois dos coquetéis e fármacos serem melhorados e trazidos ao Brasil na década de 90, os casos de afecções sexuais cresceram novamente. Dessa maneira, nota-se que os avanços a fim de evitar gravidez e medicamentos geram confiança excessiva nos púrberes.

Dessa forma, para coibir a elevação de DSTs entre os pubescentes, é função do Ministério da Educação, somado ao Poder Legislativo, garantir legalmente a obrigatoriedade de palestras nas escolas sobre conscientização sexual por meio de professores de biologia e profissionais da área da saúde. Diante disso, os estudantes serão ouvidos seguramente a fim de serem educados e os 80% de colégios sem esse mecanismo deixar-se-ão de serem uma realidade no país.