O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 16/07/2022
No contexto da epidemia de AIDS no Brasil, o Dr. Dráuzio Varella, médico oncologista, redirecionou seus esforços para o sistema penitenciário, ainda muito estigmatizado e segregado. Nesse contexto, para garantir o controle da doença, foi utilizada a prevenção com foco no uso da camisinha. Na contemporaneidade, é notado o aumento do número de infecções entre jovens, já que, ao contrário do contexto penitenciário, a prevenção está sendo colocada em segundo plano. Dessa maneira, deve-se analisar as causas e as conseqências do aumento de DSTs entre jovens brasileiros.
A priori, é observado que há uma “pseudo” segurança - falsa segurança - em relação ao potencial das infecções sexuais. Nesse sentido, visto que a medicina avançou a ponto de o indivíduo infectado viver com qualidade de vida, a prevenção foi relativizada. Entre os jovens, tal perspectiva é notada na banalização da camisinha, fenômeno que, em certo nível, favoreceu uma falsa segurança. Favorecidos por essa linha, os dados apontam, segundo o Boletim Epistemológico de HIV/AIDS de 2021, 30 mil novos casos de AIDS, aproximadamente. Destarte, enquanto as medidas de prevenção estiverem em segundo plano, as doenças sexuais continuarão sendo uma constante entre os jovens.
Por consequência, para a infectologista Fabiana Custódio, os pacientes soropositivos, isto é, os infectados, “podem apresentar sintomas colaterais, além do cansaço em relação ao compromisso contínuo com o tratamento”. Nessa linha, ocorre que tal relação de causa e efeito mostrada por Custódio favorece, além disso, o sobrecarregamento do SUS, o estigma associado aos soropositivos e, principalmente, a propagação da doença, de maneira que o indivíduo infectará outros, caso se relacione. Dessarte, medidas efetivas são necessárias.
Por conseguinte, nota-se a predominância de DSTs entre jovens brasileiros. Nessa linha, o Ministério da Educação - órgão regulador das práticas educacionais brasileiras - deve criar, no ensino público, uma aula de educação sexual, a qual democratizará as medidas de prevenção. Além disso, o Ministério da Saúde deve criar campanhas, nas redes sociais, com foco nas práticas individuais de controle da doença. Assim, será possível controlar, como no contexto de Dráuzio, as DSTs.