O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 05/07/2022
No século II a.C., segundo os historiadores, os romanos desenvolveram envoltórios - produzidos a partir de intestinos de cordeiros - com a finalidade protegerem-se de doenças sexualmente transmissíveis. Segundo suas crenças, eles acreditavam que tais enfermidades eram castigos impostos por Vênus, pelo que posteriormente as batizaram de “doenças venéreas”. De igual modo, na contemporaneidade, as DST’s perduram entre a juventude - evidenciadas pelo crescimento da contaminação (apesar dos avanços científicos e informacionais). Portanto, vale remediar este problema, a fim de que tal problemática seja freada.
A priori, as doenças sexualmente transmissíveis são enfermidades infecciosas que contagiam essencialmente, mas não de forma exclusiva, através do contato sexual. Posto que a juventude dos vigentes dias inicia precocemente sua vida sexual, o desconhecimento sobre sexualidade a acompaha e, além disso, a banalização dos métodos de proteção expõe-a à contaminação de doenças como Sífilis, Gonorreia e Aids. Na obra “Depois daquela viagem”, Valéria narra sua experiência (como jovem dos anos 80) ao se contaminar com Aids, em decorrência de seu desconhecimento sobre sexualidade e a importância do uso de preservativos para uma vida sexual saudável.
Contudo, apesar de quarenta anos se passarem, muitos jovens encontram-se o mesmo cenário. Segundo uma pesquisa realiada pela USP, entre um grupo de jovens de 15 a 19 anos, 44% não usaram preservativo na sua primeira experiência sexual e 35% não fazem uso dele em nenhuma relação. Assim, infere-se que esse comportamento é resultante de uma falsa sensação de segurança, pois tal público não vivenciou o contato com a dura epidemia de Aids na década de 1980 e , portanto, não dão a atenção devida aos métodos preventivos.
Portanto, com o propósito de diminuir o contágio de DST’s entre os jovens brasileiros, é necessário que o Ministério da Saúde realize campanhas midiáticas informando-os sobre tais enfermidades e a importância do uso das camisinhas para sua proteção. Nesse viés, é importante que seja usada uma linguagem específica para tal público em canais de comunicação mais acessados por ele. Então, haverá a transmissão de conhecimento e não de enfermidades.