O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 28/07/2022

“Chorou, mas estava invisível, e ninguém percebeu o choro.” Esse trecho da obra

“Vidas secas”, do escritor Graciliano Ramos, sintetiza a ausência de empatia perante o sofrimento alheio. Contudo, a conduta de indiferença ao outro não se limita à literatura, já que, na realidade, a falta de combate ao o aumento de DSTs entre jovens brasileiros, também tem sido negligenciadas por parte da sociedade civil e dos governantes, o que dificulta a resolução do entrave. Nesse prisma, é importante analisar essa questão no País.

Antes de tudo, nota-se a ausência de medidas governamentais em prol do combate a DSTs, resultado da inércia estatal. Isso porque há uma falha no processo de conscientização, uma vez que falta informar a população sobre a importância de se preservar durante a relação sexual, o que prejudica o direito à saúde daqueles que são vitimas, por exemplo, da síflis que quando presente em gestantes, pode causar inúmeros danos aos bebês, dependendo de qual periodo da gravidez a mãe foi infectada, indo de más formações até o óbito. Nessa perspectiva, é evidente que a contração de DSTs não afeta apenas o doente, como também seus parceiros sexuais e futuros filhos. Sendo assim, verifica-se a ruptura do contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Robbes, posto que o governo não tem assegurado o bem-estar de todos os cidadãos.

Ademais, percebe-se que os jovens de hoje em dia crescem em uma época em que a Aids não mata como antigamente, devido ao desenvolvimento de melhores tratamentos, criou-se um sentimento de segurança em relação à contração de tais infecções. Como consequência desse fato, diversos jovens deixaram de usar preservativos como forma de prevenção de doenças e preferem usar anticoncepcionais, por exemplo, apenas para evitar uma possível gravidez.

Portanto, ações são necessárias para reduzir o número de jovens contaminados pelas DSTs. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde deve dispor de campanhas relacionadas à realidade da nova geração, dispondo de propagandas, nas redes sociais, que exponham os danos que as doenças causam, com a utilização de imagens dos doentes e de seu posterior tratamento, na intenção de criar nas pessoas uma maior responsabilidade para com o uso de preservativos.