O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 14/06/2022

Cazuza foi uma importante figura da música popular brasileira que faleceu aos 32 anos em decorrência de complicações provenientes do vírus HIV. A aids é apenas uma das várias doenças sexualmente transmissíveis - clamídia, sífilis, gonorreia, etc. Apesar dos avanços informacionais, as DST’s têm crescido entre os jovens, o que demonstra que a atual geração parece ter “perdido o medo”, ou seja banalizado a problemática. Esse descuido pode ser associado ao estigma às infecções sexualmente transmissíveis e também à estratégias pouco efetivas por parte do governo federal.

Diante do aumento dos jovens infectados por DST’s no Brasil, pode-se pontuar que entre as causas principais está o tabu que a sociedade possui, tanto em relação à assuntos referentes à educação sexual, como o receio existente em realizar a testagem, o que prejudica o diagnóstico preococe - melhor maneira de contenção de danos, quando infectado. Além do tabu, o Ministério da Saúde não possui uma estratégia informacional condizente com o público-alvo mais afetado (jovens entre 18 e 29 anos), isto é os meios de comunicação mais utilizados para as campanhas são as propagandas em televisão e rádio, quando deveria ser a internet, pois é o meio mais utilizado por essa parcela da população.

Como resultado do aumento de jovens doentes, o primeiro item a se observar é o aumento dos gastos públicos. Por exemplo, o coquetel anti-HIV, entre outros tratamentos muito mais caros que medidas preventivas. Além disso, percebe-se vários danos psicológico nos jovens em decorrência do preconceito social. Um exemplo disso é o mito de que uma pessoa soropositivo não pode se relacionar, o que já foi rebatido pela ciência com base na baixa carga viral com o tratamento.

Portanto, para reverter o crescente número de casos de jovens com DST’s faz-se necessário que o Ministério da Saúde moderniza as campanhas de prevenção, isso pode ser feito com investimentos direcionados à divulgação na internet (meio mais utlizado atualemente). Além disso, deve constar alertas contínuos dos números de casos confirmados e gráficos representando o aumento dos casos para reforçar que é um problema persistente entre os jovens.