O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/05/2022
Promulgada pela ONU, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem-estar social. Conquanto, os tabus e a falta de informações que cercam as DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) impossibilitam que parte da sociedade desfrute desse preceito universal na prática. Nessa perspectiva, é preciso uma melhor atuação do Estado e da mídia para, em consonância, combater as causas dessa problemática.
Atualmente, o Brasil está dentre as 20 maiores economias do mundo. Portanto, seria razoável deduzir que a população “tupiniquim” não contribui significativamente para os dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) quanto a incidência de ISTs. No entanto, a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 apontam que, infelizmente, 1 milhão de pessoas afirmaram ter diagnóstico médico de DSTs ao longo do ano, o que evidencia um baixo uso de proteção pelos brasileiros. Com isso, se a inércia estatal perante o assunto persistir, a amplitude do problema tenderá a ser maior, uma vez que a desinformação pode acelerar o crescente número de casos.
Além disso, é preciso destacar a falta de conhecimento conjunto aos tabus como forma de impulsionador para a disseminação desse tipo de doença. Nesse contexto, a não utilização de preservativos vem se tornando “normal” porque o vírus da AIDS, o HIV, se tornou controlável com o tratamento regrado. Apesar de verdade, o HIV não é o único agente infectante nessa história, e outros, como a tricomaníase e a gonorréia, são disseminados. Tais atitudes, evidenciam a ignorância pairando entre os brasileiros a respeito do assunto, o que suscita uma melhor abordagem do Governo nesse sentido.
À luz dessas considerações, o Ministério da Saúde, juntamente com as mídias de comunicação, devem, com apoio irrestrito dos postos de saúde, e com o fito de conscientizar e de desconstruir tabus relacionados, realizar campanhas em locais de fluxo intenso, como em centros urbanos e festivais, de cunho informativo a despeito da necessidade de proteção e de acompanhamento médico durante a vida sexual de jovens e adultos. Tal medida, se implementada de forma a adequada, assegurará o melhor cumprimento dos Direitos Humanos no Brasil.