O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 27/05/2022

A Constituição Federal de 1988 prevê para todos os cidadãos o direito à saúde. Entretanto, na prática, essa garantia é deturpada, visto que a contaminação dos jovens por DSTs ainda é uma realidade crescente na sociedade. Desse modo, tal cenário nefasto ocorre tanto pela desinformação quanto pela irresponsabilidade.

Primeiramente, é válido evidenciar que a desinformação é um grande entrave para o problema. Nesse sentido, a maioria dos jovens não se preocupam em consumir informações necessárias, ou, muitos não têm nem acesso à esse tipo de conteúdo que salienta a importância da prevenção e o modo de fazê-la, portanto, ficam a mercê dessas doenças diante da falta de conhecimento.

Paralelamente, é evidente nesse cenário a irresponsabilidade de muitos jovens que, mesmo munidos de informações não dão relevância e nem se preocupam com os riscos que a relação sexual desprotegida proporciona. Sendo assim, ficam vulneráveis e se deixam levar pelo prazer momentâneo, ao ter em mente que “comigo não acontece”, e acabam por praticarem atos sexuais imprudentes que os levam a contrair as temidas DSTs. Sob esse viés, de acordo com a Unaids- programa das Nações Unidas que objetiva o combate do HIV- o Brasil apresentou aumento de 21% no número de novos casos de infecções por HIV de 2010 a 2018, o que deixa explícito o grande e rápido alastramento da doença.

Por fim, diante do exposto, a situação mostra a urgência em se criar meios de combate às DSTs no Brasil. Portanto, é dever do MEC- Ministério da Educação- conscientizar e informar os jovens e adolescentes sobre as consequências das relações sexuais sem preservativo, por meio da inclusão de conteúdos informativos de prevenção e conscientização na grade curricular obrigatória, a fim de que no futuro, obtenham-se mais adultos responsáveis e que os números de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis sejam cada vez mais decrescentes.