O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 21/03/2022
A série televisiva “Pose” relata a vivência de transexuais negras no cenário de proliferação das infecções sexualmente transmissíveis na década 90. Em paralelo com essa realidade, a sociedade brasileira também sofre, ainda hoje, com a dificuldade de combater tais doenças. Tal cenário tem fruto inegável no imaginário conservador que continua perpetuando o tabu em assuntos sexuais. Assim, entre os fatores que aprofundam esse panorama, pode-se destacar tanto a ausência de uma mídia informativa quanto a postura tecnicista das escolas.
Em primeiro plano, é possível perceber que a persistência mercadológica dos meios comunicativos, aliada à conjuntura conservadora do tecido social, gera o aumento de infectados por doenças sexuais. Isso acontece porque, dentro do cenário econômico e cultural vigente de não aceitação de questões do sexo, o midiático prefere por abordar conteúdos mais superficiais que geram mais aclamação e lucro direto. Sobre esse cenário, o jornalista Caco Barcellos afirmara que “A culpa não é de quem não sabe, mas de quem não informa”, ao evidenciar o papel fundamental dos comunicadores em trazer materiais construtivos à população, principalmente no que se refere ao ato sexual seguro.
Outrossim, é imperativo notar que a educação formalizadora presente nos colégios, somado ao aumento do conservadorismo nos espaços comunitários, contribui para que exista uma facilidade em contrair infecção sexual. Isso acontece porque, alicerçada em bases antigas e enraizadas de ensino, o colegiado prefere formar estudantes capazes de armazenar informação técnica-científica para vestibulares, ao invés de criar uma maioria ciente e educada sobre praticar ações carnais seguras. Nesse sentido, o físico alemão, Albert Einstein, acrescenta que “ é um milagre que a curiosidade sobreviva à educação formal”, ao denunciar que a escola atual falha em fomentar apenas assuntos acadêmicos, excluindo questões sociais que podem prevenir futuros infectados.