O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/02/2022
‘‘Olhos que olham são comuns, olhos que veem são raros", a máxima do escritor Oswald Sanders evidência a cegueira social diante dos seus problemas. De forma análoga, pode-se relacionar a citação com o aumento de DSTs entre jovens no Brasil, e o descaso com saúde dessa parcela da sociedade. Desse modo, torna-se primordial a analise desta problemática, causada tanto pelo desconhecimento das diversas formas de transmissão entre uma grande parcela dos jovens, quanto a falta do uso do meio de prevenção eficaz .
Sob esse viés, é evidente o descuido dos mais novos, por existirem métodos para o tratamento efetivo de grande parte das infecções sexualmente transmissíveis. Nesse aspecto, é válido mencionar o participante da edição de 2022 do programa ‘‘Big Brother Brasil", Eliezer, que após usar o batom contaminado de uma das participantes, que estava com Herpes, contaminou outra com o compartilhamento de objetos de uso oral; Além disso, beijou outras duas pessoas da casa, enquanto estava com feridas expostas, chegando em um dos casos a fazerem suas feridas sangrarem sem sua parceira se importar. Nessa perspectiva, o caso deixou claro a ignorância dos meios de contaminação e a falta de responsabilidade diante de um explícito sintoma de ISTs, presentes na sociedade.
Ademais, faz-se primordial citar os dados apresentados pela infectologista Fabiana Lopes sobre o tema, trazendo a tona preocupantes resultados que mostram que o índices de jovens contaminados subiu 64,9% na população de 15 e 19 anos, demonstrando que tal grupo não tem tomado consciência dos perigos que correm caso contraiam e não estão se prevenido de forma correta, visto que muitos esquecem que a camisinha protege além de gravides age contra as Dsts.
Portanto, para reverter o quadro em questão, cabe o Ministério da Saúde juntamente com as escolas, por serem o meio de transmissão dos conhecimentos gerais, promover a conscientização dos perigos e formas de propagação das doenças sexualmente transmissíveis por meio de campanhas, propagandas e debates, para que assim menos casos como o do “brother” seja visto como comum.