O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/08/2020
No contexto social vigente, é observada uma maior facilidade no compartilhamento de informações, decorrente do advento das tecnologias digitais comunicacionais, tecnologias estas que possibilitam, por exemplo, videochamadas em tempo real com dezenas de usuários simultâneos. No entanto, apesar de tal facilidade, ainda é vista uma dificuldade para se informar sobre certos assuntos, especificamente assuntos sexuais, provocando, assim, uma desinformação coletiva com respeito ás doenças sexualmente transmissíveis; afetando principalmente os jovens, que são mais vulnerável a tais doenças.
É relevante abordar, em primeiro plano, que a vida sexual do jovem brasileiro se inicia, em média, aos seus 13 anos (segundo a pesquisa “Durex Global Sex Survey”, realizada em 2012), o que torna evidente a necessidade de que tal parcela populacional esteja devidamente informada sobre as DSTs —tanto no quesito de prevenção como no de sintomas e tratamentos. Inegavelmente, porém, constatou-se na “Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira” de 2013 que, entre a faixa de 15 a 24 anos, cerca de 1/2 não usou proteção no sexo casual, 3/4 nunca fizeram teste de HIV e 1/4 acham que existe cura para a AIDS; expondo, assim, a ignorância brasileira em tal assunto.
Conmitantemente a isso, percebe-se no Brasil uma elevada quantidade de casos relacionados às DSTs, como, por exemplo, o HIV. De fato, a UNAids registrou, em 2016, mais de 40 mil novos casos da AIDS no país, casos esses que poderiam ter sido reduzidos com o uso de uma proteção apropriada. Nota-se que, além dos malefícios causados na saúde, alguns portadores dessas doenças acabam por sofrer de preconceito, sendo descriminados e até mesmo excluídos socialmente, sendo que estes casos que, além de prejudicarem a saúde mental das vítimas, podem ocasionar em novos casos da doença. Isto porque alguns escolhem “se vingar” de tais crimes por deliberadamente espalharem sua DST para outros, removendo, por exemplo, o preservativo logo antes ou durante a relação, sem o consentimento de seu parceiro(a) sexual.
Diante dos fatos expostos, evidencia-se que, para combater o aumento de DSTs entre jovens brasileiros, medidas devem ser tomadas imediatamente. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, junto de Pais e Responsáveis, a realização de palestras educacionais em redes públicas e privadas de ensino, a fim de concientizar a nova geração das consequências e de como se proteger de tais pestilências. Para tal, deve-se ter como público alvo de tais exposições alunos apartir dos 13 anos, já que, geralmente, é nessa idade que inicia-se a vida sexual. Aliado a isso, o Ministério das Comunicações deve prover uma maior fiscalização concernente a descriminação online contra portadores de DSTs, a fim de melhorar o cotidiano das vítimas e favorecer uma menor ocorrência de contágios intencionais.