O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 17/09/2019
Em meados da década de 1980, o Brasil se deparou com uma nova síndrome, a AIDS, que ainda muito recente e sem tratamento específico, vitimou muitos brasileiros. Alguns anos depois a primeira mudança radical surgiu, a criação dos coquetéis antiaids, e muitos indivíduos conseguiram controlar suas taxas virais e viver normalmente. Atualmente, o Brasil passa por um novo aumento do número de pessoas infectadas por doenças sexualmente transmissíveis. Nesse sentido, deve-se analisar como a desinformação e a falta de uma boa rede pública de saúde interferem na manutenção de tal problemática.
Em primeiro lugar, o tabu envolvendo o sexo é um dos motivos pelo qual vivenciamos um aumento no número de infectados por DSTs. Isso porque, pouco se fala sobre o assunto tanto nas escolas quanto dentro de casa. A falta de discussões sobre sexualidade, prevenção e tratamento faz com que muitos jovens banalizem os riscos e dispensem os preservativos. Com isso, além do preconceito gerado contra portadores, muitas pessoas são infectadas e não sabem – já que algumas doenças são silenciosas, como a Sífilis.
Além disso, nota-se, ainda, que a falta de uma boa assistência voltada às DSTs é um dos motivos pelo qual a epidemia cresce. Segundo estudos da OMS, pessoas que realizam o tratamento corretamente têm a capacidade de transmissão reduzida substancialmente. Entretanto, no Brasil, o acesso a consultas, testes e tratamentos ainda são pouco acessíveis e demorados. Consequência disso é que, além da falta de um tratamento precoce, muitas pessoas podem transmitir essas doenças sem ao menos saber que estão infectadas.
Evidencia-se, portanto, a necessidade de medidas educacionais e governamentais no intuito de reverter a problemática atual. Em razão disso, é papel das instituições de ensino e da mídia promoverem debates de modo a conscientizar a população de preconceitos cometidos, dos meios de infecção e de seus tratamentos. Ademais, é imprescindível a atuação do Poder Público na facilitação do acesso ao sistema de saúde público, por meio da ampliação de consultas e testes – como por exemplo, mutirões em escolas e faculdades de modo a facilitar a procura por informação e tratamento. Dessa forma, as DSTs deixarão de fazer parte da realidade brasileira.