O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 17/09/2019

Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que o corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força suficiente atue sobre ele mudando-o de percurso, o aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) é um problema que persiste na sociedade brasileira há algum tempo. Com isso, em vez de funcionar como a força suficientemente capaz de mudar o percurso deste problema, os mecanismos de auxílio, aliados à razão estrutural familiar acabam por contribuir com o cenário atual.

Primeiramente, é possível perceber, preocupantemente, que essa circunstância deve-se a questões político-estruturais. De acordo com estimativas, três quintos dos jovens praticam relações sexuais sem preservativos por falta de conhecimento sobre. Esse dado evidencia a falta de auxílio dos mecanismos que promovem o esclarecimento sobre a importância de evitar DSTs atrás da proteção, tal como o Ministério da Educação. Diante disso, é notório que a existência desses meios é de suma importância, mas suas ações não estão sendo satisfatórias para melhorar os índices alarmantes dessa problemática.

Além disso, é cabível afirmar que essa situação, extremamente nociva, acontece devido à razão estrutural que é o Fato Social. Segundo Durkheim, o Fato Social é uma maneira coletiva de pensar e agir, dotada de coercitividade e coletividade. Ao seguir essa linha de pensamento, observa -se que a lenta mudança na mentalidade de parte da sociedade sobre a importância do assunto pode ser encaixada na teoria do sociólogo, uma vez que, se uma criança vive em uma família que não dialoga sobre os riscos de contrair uma DST e a necessidade de usar preservativo, tende a negligencia-lo, também, por falta de contato em grupo. Assim, o combate a esse problema deve começar educando os jovens, para isso é fundamental o trabalho da escola.

Ante o exposto, é fundamental os esforços nos setores públicos para reverter o aumento das doenças sexualmente transmissíveis. Assim, é urgente que Ministério da Educação -órgão responsável por zelar pela educação do jovem, em parceria com a escolas, desperte um senso crítico nos jovens sobre a proteção sexual, por meio de palestras educativas e livros didáticos que retratem essa importância, com intuito de conscientização das consequências que podem ser geradas pela negligencia de não se prevenir. Desse modo, tais fatores servirão como a força descrita por Newton e mudarão o rumo dessa problemática.