O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 16/09/2019
A série “Élite”, conhecida por expôr temas intensos de forma descarada, na primeira temporada, mostra Marina, que com apenas 14 anos foi infectada pelo vírus da AIDS. Fora da ficção, por mais faça parte do senso comum, infecções como essa são mais comuns em idosos e adultos, não só em jovens. Desse modo, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
A priori, é preciso atentar para a desinformação presente tanto no hodierno, quanto outrora. Outrossim, desde a descoberta da sífilis, no século 16 e da AIDS, no século seguinte, a humanidade se mostra primitiva no combate a estas infecções sexualmente transmissíveis. Dessa forma, tem-se como consequência a generalização da falta de informação e a prevalência da falta do sentimento de seguridade no que tange os mais jovens.
Ademais, o aumento de DST’s encontra terra fértil na intolerância. Logo, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, de 2007 até 2013, o número de casos, somente da sífilis, cresceu cerca de 600%. Em virtude disso, comum a falta de tolerância e empatia, pois, a primeira exigência ao se colocar no lugar do outro, é fugir da própria zona de conforto e ódio que muitas vezes cercam os cidadãos.
Em suma, é mister que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa problemática. Portanto, cabe a Organização Mundial da Saúde com o apoio da mídia ao realizar a ficção engajada, divulgar projetos, realizar campanhas informativas e incentivar o auto cuidado, isso em escolar, hospitais e meios públicos. Em síntese, cabe também ao Ministério da Educação ao implementar disciplinas afins para discussão do tema ministradas por profissionais da área e capacitados, visando a educação sexual como uma forma de higienização pública. Por fim, com isso espera-se promover uma melhora na saúde de toda a população, além da seguridade e o respeito.