O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 16/09/2019

Muito se discute acerca do crescente aumento das doenças sexualmente transmissíveis no Brasil no século XXI. Sabe-se que grande parte dos jovens no momento da relação sexual, preocupam-se apenas com a gravidez indesejada, muitas das vezes optando pelo uso de contraceptivos como o anticoncepcional ou a pílula do dia seguinte, no caso das mulheres, esquecendo contudo, que os mesmos não previnem a contração das DSTS.

Hodiernamente, segundo o CDC, Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano, apenas em um ano, os episódios de adolescentes contaminados com sífilis obtiveram um aumento de 15,1%. A enfermidade foi trazida para as Américas, nas caravelas de Cristóvão Colombo, o que mostra que estas patologias já são conhecidas pelo ser humano há séculos. Como é o caso da gonorreia, clamídia e do vírus da imunodeficiência humana, abreviado como HIV e mais conhecido como vírus da AIDS.

Outrossim, nos últimos anos, o Ministério da Saúde, vem alertando os pais e responsáveis sobre o HPV, vírus do papiloma humano. A doença infecta principalmente as mulheres e tem como sintomas a aparição de verrugas em diversas partes do corpo, podendo evoluir para o câncer no colo do útero. Segundo o INCA, estima-se que seja o terceiro tumor maligno mais recorrente entre a população feminina, ocasionando inúmeros casos de óbitos dentre essa parcela da população.

Fica evidente, portanto, a necessidade de frisar essa temática dentro de casa, no mundo cibernético e no ambiente escolar. Desse modo, é papel da mídia, aprimorar campanhas de esclarecimento, formando parcerias com o poder político e a iniciativa privada, tendo em vista a  divulgação de informações acerca do assunto. Analogamente, cabe a família, criar abertura para discussão em casa, contíguo à escola, que deve possibilitar debates públicos para combater a contaminação dos jovens visando não só o uso de preservativos, mas destacando a importância da vacinação.