O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 11/09/2019
Promulgada pela ONU (Organização Nacional da União) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação e ao bem-estar social. Conquanto, o aumento de DSTs (Doenças Sexual Transmissíveis) entre os jovens brasileiros impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática, haja vista a imprudência e banalização dos males, bem como a ausência de educação sexual nas escolas e instituições. Em razão disso, é um problema que persiste na sociedade, sobretudo entre os mais jovens. Sob esse aspecto, convém analisar as principais causas do problema em questão.
Em primeira instância, vale destacar que a educação é o principal fator no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que possuímos um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido claramente no aumento das doenças sexualmente transmissíveis. Segundo o filósofo Friend Hegel, o Estado deve proteger os seus filhos. Entretanto, precisa interferir nas relações sociais que afeta esses indivíduos, uma vez que, esse número poderia ser bem menor se a população, sobretudo os mais jovens, evitassem ter relações sexuais sem uso da camisinha.
Faz-se mister, ainda, salientar a ausência de educação sexual nas escolas como impulsionador do problema. Segundo o filósofo Immanuel Kant ‘’O ser humano é aquilo que a educação faz dele’’. Isso deixa claro que a falta de debates nas esferas de educação públicas é um dos motivos que tornaram os jovens o maior grupo de infectados. Conforme pesquisa feita pela PCAP (Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira), é evidente que 21,6% dos adolescentes acreditam que existe cura a Aids, desconhecendo a irreversibilidade da enfermidade. Desse modo, corrobora-se que a falta de ensino sexual nas instituições brasileiras relaciona-se com o aumento da DSTs na população jovem. Acerca dessa lógica é notório que tal cenário não deve persistir e ações rápidas são essências. Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visam à construção de um futuro melhor. Dessa maneira, percebe-se quão é importante a educação sexual no ambiente escolar. Logo, cabe ao Ministério da Educação intensificar por meio de verbas governamentais, investimentos na educação com apoio de profissionais da saúde, com intuito de criar palestras e debates nas escolas informando aos adolescentes sobre o uso de preservativos e o risco da imprudência. Ainda cabe a mídia o papel de promover campanhas em horários nobres acerca da temática em questão. Assim, poderemos evitar esse conflito de cunho social causado pela falta de orientação sexual e finalmente o Estado poderá proteger seus filhos como propôs Hegel propôs Hegel.