O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 10/09/2019
Como solucionar o aumento de DST’s entre a juventude brasileira
Mesmo com a grande quantidade de campanhas e medidas de prevenção e alerta, o número de casos de Doenças Sexualmente Transmissíveis vem crescendo cada vez mais, principalmente entre a população jovem. O que deveria estar em decréscimo, como nos outros países do mundo, no Brasil, ocorre o contrário, apresentando números de aumento a cada ano.
Em muitos locais do globo, a UNAids (programa das Nações Unidas contra AIDS) relatou uma diminuição nos números de DST’s da população. Entretanto, no nosso país, no ano de 2016, foram apontados 46 mil novos casos. Além disso, registros da Secretaria da Saúde, mostram que em cinco anos, tiveram-se 29 mil situações inéditas de alguma dessas doenças em indivíduos na faixa etária entre 20 e 29 anos. Isso nos leva à conclusão de que as pessoas mais afetadas são os jovens brasileiros e que, estes estão cuidando pouco não só da sua saúde, como também dos cuidados que devem ter durante as relações sexuais e outros procedimentos que envolvem a troca de sangue, como transfusões e compartilhamento de agulhas.
Ademais, observa-se um crescimento de casos durante épocas festivas. Mauricio Rubinstein, doutor urologista pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, diz que isso vem a ocorrer devido às mudanças de comportamento da juventude. Por ter conhecimento que algumas dessas enfermidades possuem tratamento, acabam preocupando-se pouco com a prevenção e, dessa forma, a disseminação aumenta. Sem falar que, no carnaval, por exemplo, muitos perdem o senso sobre suas atitudes pelo fato de consumirem drogas lícitas e até mesmo ilícitas, o que faz com que os cidadãos cometam atos irracionais.
Sendo assim, com o objetivo de alertar a população jovem sobre os riscos das Doenças Sexualmente Transmissíveis e diminuir a frequência de ocorrência das mesmas, o Ministério da Saúde, em conjunto com o Ministério da Educação, deve ministrar palestras com a distribuição de preservativos no ensino médio das escolas do nosso país, e também nas instituições de ensino superior, ressaltando as consequências vitalícias de se adquirir uma dessas patologias e a importância da prevenção correta.