O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/08/2019

Na Grécia Antiga, as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) eram denominadas de doenças venéreas, isto é, doenças de Vênus, ou do amor, apesar do romantismo explícito no nome genérico, essas enfermidades não eram românticas, pois em últimos casos os indivíduos eram levados á morte. A partir disso, de maneira semelhante, vê-se a necessidade, hoje, de discutir no Brasil sobre a proliferação de DSTs entre os jovens. Nesse sentido, cabe analisar problemáticas como: a falta de informação e a discriminação com os portadores dessa enfermidade, em busca de soluções eficientes para findar essa óbice.

Em primeiro plano, é ideal esclarecer que há jovens que não usam preservativos, até por acreditarem que as DSTs são doenças do passado e que já foram erradicadas, dessa forma vê-se que a desinformação colabora para a propagação de doença como a sífilis, herpes e a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) cerca de 33,2 milhões de pessoas no mundo estão infectadas com o vírus da AIDS. Em suma, essas epidemias são perpetuadas, visto que um grande contingente populacional não estão propícios a receber informações, em consequência não usam meios para prevenção contribuindo para a permanência dessas doenças.

Ainda sob essa perspectiva, interessa destacar que a prevalência das DSTs são concentradas em determinados grupos vulneráveis, como homossexuais, dependentes químicos e jovens, nos quais há uma certa discriminação com esses indivíduos, isso faz com que eles procurem ajuda tardiamente. Todavia, o filósofo Nicolau Maquiavel advertia que os preconceitos possuem mais raízes que os princípios. Em síntese, essa premissa filosófica permite, então que se traga à tona a discussão sobre a discriminação em torno desses grupos minoritários que está enraizada na sociedade desde 1982, pois logo começou-se a notar que estes homens eram acometidos e a doença chegou a ser conhecida como ´´câncer gay´´, e a partir dessa época as pessoas não iam à procura de tratamento o que desencadeava na morte.

Diante desses aspectos, é necessário tomar medidas para deslindar a questão do crescente número de jovens infectados com DSTs no Brasil. Dessa forma, é necessário que o MEC (Ministério da Educação e Cultura) com o apoio de médicos promovam eventos sociais, que serão realizados em escolas públicas e privadas, como palestras que terão o objetivo de informar aos jovens sobre os males que as DSTs causam e ensiná-los a maneira correta de se prevenirem. Para que isso colabore com a diminuição dessa problemática ao manter os adolescentes informados, já que o fim dessa problemática seria uma utopia.