O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 25/08/2019

Em meados do século XIV, na Idade Média, a leptospirose, que ficou conhecida como peste negra, matou grande parte da população da Europa pela falta de medidas preventivas por parte da sociedade. No contexto atual, percebe-se um aumento das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s) entre os jovens brasileiros que poderá transforma-se em uma epidemia, como ocorreu na Idade Média. Nesse sentido, é preciso entender suas verdadeiras causas para solucionar o problema.

Em uma primeira abordagem, vale ressaltar que, desde a Segunda Grande Guerra Mundial, a medicina tem avançado bastante, obtendo tratamentos e curas para diversas moléstias. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é, por exemplo, uma DST que, com o avanço da medicina, deixou de ser tão mortal. Entretanto, esse progresso despreocupou a população em contrair tais enfermidades, levando-os a praticarem o ato sexual sem uso de preservativos.

Em uma outra análise, é importante saber que, desde o fim da Guerra Fria e a acessão do sistema capitalista, o acesso à educação, no Brasil, é, cada vez mais, restringido a uma minoria privilegiada. Dessa maneira, os adolescentes não encontrarão uma educação sexual de qualidade, contribuindo para a desinformação e evitando que esses jovens previnam-se contra as DST’s.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para mudar o quadro atual. Para conscientização dos adolescentes brasileiros, urge que o Ministério da Saúde (MS) em parceria com o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que detalhem o funcionamento da prevenção e advirtam os internautas do perigo de contrair dessas doenças, sugerindo aos interlocutores criar o hábito de usar preservativos no ato sexual. Somente assim, as DST’s não se transformarão em uma epidemia, como aconteceu na Idade Média com a peste negra, e os jovens ficarão livres dessas enfermidades.