O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 23/08/2019

Atualmente, nota-se um mundo globalizado e constantemente conectado, o qual é marcado pela fugacidade desde os bens materiais até os relacionamentos. Esse pensamento do século XXI caracteriza a chamada sociedade líquida, estudada por Bauman, em que é comum um jovem relacionar-se sexualmente com muitos ao longo da vida. Essa situação tornou-se um sério problema no Brasil, pois, atrelado à banalização do uso de preservativos, causou um aumento do percentual de DSTs. Sobre isso, a falta de uma disseminação efetiva de informações que visam a prevenção e as consequências do aumento dessas doenças devem ser analisadas.

Nesse contexto, percebe-se um certo estigma acerca do debate do sexo entre jovens, o que favorece o aumento de indivíduos desinformados sobre o assunto e, por isso, mais receptíveis a situações indesejáveis, seja uma gravidez precoce ou uma DST. Além disso, deve-se reconhecer o investimento estatal em prevenir um ataque à saúde de muitos brasileiros, os quais se encontram, principalmente, entre 20 e 29 anos, segundo a Secretaria de Saúde. Essa prevenção é feita por meio de campanhas publicitárias e da distribuição de mais de 400 milhões de preservativos por ano, pelo Ministério da Saúde. Contudo, há uma banalização do uso da camisinha, possivelmente, pela falta de uma explicação efetiva dos malefícios de uma relação sexual descuidada.

Outrossim, as consequências do aumento de DSTs devem ser analisadas. Hoje há uma circulação de doenças muito prejudiciais, as quais acometem os indivíduos a curto e longo prazo, pois podem interferir na vida adulta e nos descendentes dos enfermos. Entre elas destaca-se a AIDS, a qual é causada pelo vírus do HIV, responsável pelo ataque dos linfócitos, células de defesa, o que sensibiliza o sistema imunitário e possibilita o desenvolvimento de doenças que poderiam, facilmente, ser evitadas pelos anticorpos, como pneumonia ou até um simples resfriado. Além disso, existem muitas DSTs circulantes entre os jovens, as quais podem afetas o desenvolvimento social, pois privam o indivíduo de muitas oportunidades de ascensão.

Portanto, é necessário um projeto estatal em conjunto com organizações de saúde que vise uma diminuição do número de DSTs entre jovens brasileiros. Para isso deve-se investir em programas de disseminação os malefícios do não uso de preservativo, por meio da mídia e instituições de saúde, de forma a desenvolver uma preocupação populacional que aumente o uso de preservativos. Além disso, deve-se buscar o debate sobre o assunto em escolas e estimular a conversa entre pais e filhos, de modo que se possa quebrar o estigma criado.