O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 22/08/2019
A doença sexualmente transmissível, Sífilis, surgiu na Europa em meados do século XVI, causando milhares de óbitos por todo continente. Além disso, a Igreja Católica e seus membros, visualizavam a doença como uma punição consagrada pelo próprio homem da sociedade, o que levou muitas pessoas terem medo da doença. No Brasil, é visível que o número de casos entre os jovens brasileiros vem aumentando. Por conseguinte, cabe ao Governo que meidadas sejam adotadas, uma vez que, a educação sexual ativa nas escolas de ensino público do país, está cada vez mais defasada. Outrossim, há um elevado índice de preconceitos vivenciados pelos portadores de tal enfermidade, o que causa uma bolha sociocultural, na qual milhares de pessoas estão inseridas, vítimas de discriminação.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, o marco principal das DST’s no Brasil, ficaram marcadas pela década de 1980, cujo principal “lema” era: sexo, drogas e rock. Desse modo, construiu-se uma sociedade despreocupada com as consequências que poderiam ser herdadas por esse período e que hoje são presentes na sociedade contemporânea. Ademais, somado ao fato apresentado, uma pesquisa divulgada, em 2017, pelo site “O Estado de São Paulo”, demonstrou que o Brasil possui os piores índices de educação sexual da América Latina, o que contribui para o aumento de DST’’s entre os jovens que acabam não possuindo uma educação sexual apropriada a respeito do assunto.
Por consequência, o medo vivenciado na Europa no século XVI foi perdido pela sociedade e em especial pelos adolescentes do século XXI. Assim, o sexo sem o uso de preservativos é frequente em meio a esse grupo. Além disso, o problema é ainda mais profundo quando percebe-se que na sociedade, os portadores de doenças sexualmente transmissíveis, acabam sendo alvos do preconceito, o que caracteriza o “Estigma” formulado pelo sociólogo Erving Goffman, aonde um indivíduo é rotulado como diferente por possuir a enfermidade. Por conseguinte, uma parcela desse grupo acaba recorrendo ao suicídio como única forma de abandonar o estigma, fato preocupante para o Estado.
Em suma, o problema está inserido na sociedade brasileira e deve-se criar e adotar medidas cabíveis para amenizar a situação. Portanto, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação e Cultura (MEC), devem criar campanhas e palestras em escolas públicas, por meio de verbas governamentais, com a finalidade de instruir desde o ensino fundamental os adolescentes acerca dessa fase da vida. Dessa forma, as palestras e campanhas, devem servir como apoiadores desses jovens, auxiliando-os na educação sexual, bem como, suas possíveis consequências, como, por exemplo, as DST’s e futuramente o estigma. Assim, se devidas medidas forem adotadas, espera-se uma diminuição de casos, como também, que a bolha sociocultural seja estourada, acabando com o preconceito.