O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 21/08/2019
Na Idade Antiga, as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) eram conhecidas como “doenças venéreas”, em referência à Vênus, a deusa do amor. Romantizadas na Antiguidade, na Idade Contemporânea, são grandes pesadelos para a saúde pública, sobretudo a brasileira, já que, em apenas cinco anos, a Secretaria da Saúde registrou 29 mil novos casos de alguma DST. Infelizmente, tal registro tende a crescer pela falta de informações acerca da saúde sexual e pela modernização de tratamentos.
Primeiramente, é preciso ressaltar a inadmissibilidade da colocação de convicções pessoais acima do interesse público. Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro, decretou ao Ministério da Saúde o recolhimento da caderneta de saúde do adolescente, a qual contém imagens ilustrativas sobre prevenção da gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, com o argumento de que são impróprias. Com isso, a educação sexual nas escolas vem sendo controvertida, o que pode representar um retrocesso nas ações de prevenção das DSTs, visto que os adolescentes são os mais propícios a adquirirem sífilis, gonorréia, AIDS, entre outros, ainda mais na era dos aplicativos de namoro, nos quais a preocupação em utilizar preservativos é da minoria.
Por outro lado, a modernização dos tratamentos das doenças sexualmente transmissíveis podem aumentar o número de doentes. Com a evolução no tratamento do HIV, por exemplo, a AIDS deixou de ser uma doença temerosa, apesar de relatos de mortes de famosos como Cazuza e Freddie Mercury, vítimas da AIDS, em uma época em que a medicina não era tão evoluída como é na atualidade. Prova disso é que há cerca de 120 mil brasileiros portadores do vírus HIV vivendo normalmente, segundo o Ministério da Saúde. Por isso, o medo deixou de ser um aliado das autoridades sanitárias para combater as DSTs. Os jovens têm banalizado os males, deixando de lado os presevativos, em função de um prazer que, a longo prazo, custará muito.
Assim, é necessário reverter esse quadro no atual cenário brasileiro. Assim, cabe ao Ministério da Educação (MEC) a imposição do acesso à educação sexual em todas as escolas, a partir do Ensino Fundamental II. Para isso, professores de ciências ou biologia, em parceria com psicólogos da escola, devem esclarecer dúvidas sobre a saúde sexual e importância do uso de preservativos, para evitar as DSTs. O obejtivo é fazer com que os adolescentes cresçam com a consciência de que a saúde vem sempre em primeiro lugar.