O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 21/08/2019

Quando o poeta Italiano Girolamo Fracastoro criou o personagem Syphilis, em 1530, não imaginava que ele emprestaria seu nome a uma moléstia infecciosa que se alastrou pelo mundo, a sífilis mal provocado por uma bactéria. Atualmente é visto que tanto a sífilis, clamídia, gonorreia, herpes e o HIV, vem se alastrando em meio a sociedade. Sendo essas doenças sexuais, que deixaram marcas na história da humanidade. O grande alvo dessas doenças , são os jovens, que praticam o sexo inseguro. Consoante a isso, ocorre a falta de informação a respeito dessas enfermidades e consequentemente a banalização de certas doenças. Logo, são necessárias ações governamentais, juntamente as industrias farmacêuticas que levem informação para a sociedade, visando o enfrentamento dessa problemática.

Em primeiro plano, vale ressaltar a ausência de debates sobre educação sexual. Geralmente, a sexualidade é discutida nas escolas e de forma superficial, ou seja, para cumprir uma grade curricular. Sendo assim, os jovens possuem uma noção rasa sobre as DSTs e métodos contraceptivos, já que, em sua maioria, o tema não é debatido dentro de casa também. O predomínio dessa falta de discussão faz com que muitos deles vejam a proteção como algo que pode ser desprezado. Conforme uma pesquisa realizada pela USP, cerca de 45% dos jovens não usam preservativo durante o sexo, o que confirma a falta de debate e a negligência do jovem.

Outro fator contribuinte é que muitos jovens não estão conscientes sobre a gravidade das infecções sexualmente transmissíveis. Apesar de existir uma esfera enorme de mídias sociais, muitos jovens não têm acesso as informações que ela oferece. Além disso, na sociedade brasileira, o tema sexo ainda é um tabu, assim como muitos pais evitam conversar sobre isso com os seus filhos e nesse sentido contribui para que muitos jovens começam a sua vida sexual sem ter o acompanhamento médico ideal, sem o conhecimento sobre os métodos de diagnósticos para ISTs e informações necessárias para se atualizar, se cuidar e se precaver a respeito disso.

Em virtude dos fatos mencionados, medidas são necessárias para realizar a mudança deste percurso. O Ministério da Saúde junto com o Ministério da Educação, devem organizar palestras e debates no ambiente escolar, em conjunto com psicólogos, médicos especializados na área, promovendo atividades sobre as infecções sexuais transmissíveis, debatendo sobre a importância do uso da camisinha, a respeito das infecções e as maneiras de se cuidar e de prevenir. Como também, orientando os pais como é importante o diálogo com os seus filhos a respeito do tema, para informa-los a forma correta de se prevenir e assim ter uma vida sexual ativa saudável.