O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 27/08/2019

Muito se tem discutido, recentemente, acerca do crescimento das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) entre os jovens no Brasil. Incidente que decorre tanto da despreocupação de prevenção quanto do baixo índice de procura às informações por parte dessa juventude. Fatores que somados, resultam no aumento das chances de contato com tais doenças e de adquiri-las.

Na antiguidade, a razão de se contrair uma doença relacionada ao ato sexual estava ligada a um castigo divino ou até mesmo a fatores climáticos. Fato que mudou na contemporaneidade ao se relacionar essas doenças à falta de ações preventivas. Conforme dados do Ministério da Saúde, mais de 50% das pessoas entre 15 e 24 anos não usam camisinha ao ter relações sexuais, e nessa mesma faixa etária, os casos de HIV e Aids aumentaram mais de 80% em uma década.

Outro fator existente que impulsiona a proliferação das DSTs tem relação com a falta de busca por informações. Segundo uma pesquisa da PeNSE - Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar- de 2015 realizada com adolescentes, mostra que apenas 2,2% dos entrevistados procuraram alguma vez uma Unidade Básica de Saúde para tratar sobre saúde sexual. Sendo portanto, fatores que estão diretamente relacionados ao comportamento sexual da juventude brasileira.

Dessa forma, a Escola se faz importante para ‘‘quebrar o tabu’’ quando se fala de educação sexual. Promovendo um espaço aberto para debates sem preconceitos, para que os jovens e adolescentes se sintam mais a vontade para falar e buscar informações em relação às condutas sexuais e métodos contraceptivos, afim de estagnar o aumento de DSTs entre essa e as próximas gerações de jovens.