O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 20/08/2019
O filme “Bohemian Rhapsody” retrata a história do cantor e compositor Freddie Mercury. Na trama, o protagonista no auge de sua carreira luta contra a AIDS, doença infeciosa que não tem cura. Fora da ficção, no entanto, infelizmente, há um aumento no número de casos de DSTs entre os jovens brasileiros, sendo agravado por falhas educacionais e pela banalização dessas doenças que historicamente levaram a óbito inúmeras pessoas.
A priori, é notório que a educação constitui um dos principais pilares na luta contra o avanço as doenças sexualmente transmissíveis. Nesse prisma, de acordo com a Secretaria de Saúde, o perfil das pessoas infectadas com essas enfermidades são jovens na faixa etária dos 15 aos 22 anos. Com isso, essa parcela fica exposta a um maior risco de contaminação, pois, mesmo com a distribuição gratuita de métodos profiláxicos, como a camisinha, sem as instruções corretas e o conhecimento sobre as doenças eles não tomarão as precauções necessárias nos atos sexuais, agravando o índice de contágio entre os jovens.
Ademais, é imprescindível ressaltar, para além das falhas educacionais, a banalização das DSTs como um propulsor de sua disseminação. Nesse viés, as campanhas contra essas doenças que deveriam ocorrer durante todo o ano, são restritas a determinadas épocas festivas como o carnaval. Além disso, a AIDS sempre foi generalizada como uma doença que incide com exclusividade em determinados grupos, como os homossexuais. Dessa forma, as restrições sociais e as estigmatizações acabam punindo certas parcelas e gerando um sentimento de invulnerabilidade nos demais, consequentemente, fazendo-os deixar de lado os métodos de proteção.
Infere-se, portanto, que o aumento das DSTs entre os jovens brasileiros se configura como uma problemática, sendo necessário medidas intervencionais. Assim, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), promova a difusão da informação entre os jovens da faixa etária com maior risco de contaminação, por meio de palestras ministradas por profissionais da saúde que alertem sobre os perigos das doenças e as maneiras de evita-las, para que assim os adolescentes tomem as precauções necessárias. Concomitantemente, cabe as mídias televisivas propaga durante todo o ano propagandas contra essas enfermidades, mostrando que todos e em qualquer época do ano estão suscetíveis à contaminação, com isso modificando o estigma populacional e motivando a utilização dos métodos de proteção. Só assim, prevenindo que a triste história cinematográfica não passe a ser a realidade dos jovens brasileiros.