O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 18/08/2019

Silencio. É o adjetivo eleito que classifica a atual situação das doenças sexualmente transmissíveis no Brasil, que o próprio ‘‘pôs debaixo do tapete’’ o passado com um surto de HIV de proporção mundial, que frisou as consequências de uma relação sexual desprotegida.

Os cantores Freddie Mercury e Cazuza, vitimas fatais da AIDS, deixaram claro que as DST’S podem atingir qualquer individuo, sem especificações de etnia, classe ou faixa etária. Os brasileiros não carecem de prevenção, com altos índices de óbitos nos estados (Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Rondônia), especificando que as DST’S estão sendo contraídas por homens entre 15 e 39 anos de idade, transsexuais e homossexuais, e as mulheres lideram os índices da doença sexual sífilis, e a sífilis congênita em gestantes, segundo dados do Ministério da Saúde.

De acordo com o sociólogo francês Émile Durkeim, as ações individuais dos indivíduos são influenciadas pelo meio em que ele vive, e isso é um dos fatores da volta pandêmica das DST’S no Brasil, no qual jovens com informações em mídias sociais e preservativos gratuitos, afirmam não se protegerem porque acreditam que não irão se infectar ou que as DST’s acabaram no passado, alegações estas frutos de uma sociedade moralista que silencia campanhas e debates sobre prevenção sexual.

Dado os índices alarmantes da volta das DST’s nos jovens brasileiros, sob orientação errônea de mitos, o Estado cumpre sua responsabilidade disseminando preservativos e tratamento nos postos de saúde, apenas é necessário a produção de campanhas publicitárias menos alegóricas, dando enfoque nas consequências das DST’S para a vida dos indivíduos. As escolas podem prestar papel de suma importância na conscientização, promovendo debates de prevenção sexual e projetos para inclusão familiar nessa pauta, para assim os infectados silenciosos, começarem o tratamento e jovens que estão iniciando sua vida sexual, possam se prevenir adequadamente e ter uma vida saúdavel.