O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 17/08/2019
Na Roma Antiga, utilizava-se um envoltório produzido de intestino de carneiro, linho, pele ou materiais vegetais para poder se proteger das doenças sexualmente transmissíveis, tal qual acreditava-se que eram castigos lançados por Vênus, a deusa do amor. As DST’s são transmitidas a partir do contato sexual com uma pessoa infectada sem o uso da camisinha. Essa terminologia, pode ser substituída por IST’s - Infecções sexualmente transmissível - destacando a possibilidade de manifestação de uma infecção mesmo não apresentando sinais.
Ao analisar que apesar de mais acesso a informação, tecnologia médica, tratamentos, distribuição gratuita de preservativos nos postos de saúde, os casos de DST’s têm aumentado. Embora antes com certa vitória do governo em relação a esse combate, hodiernamente, os jovens com comportamento sexual irresponsável tem mais medo da gravidez indesejada do que dos riscos de uma doença sexual e não como os Romanos tinham dos ‘‘castigos’’ da deusa.
Consequentemente, pela questão sexual no Brasil ainda ser um tabu, sexo, sexualidade e segurança não são tratados como algo natural, tendo dificuldades em falar sobre educação sexual, gerando assim muitos mitos e dúvidas. A ineficiência do Estado em garantir prevenção, não apenas com o tratamento oferecido gratuitamente pelo SUS, mas também com propagandas voltadas para jovens mostrando os riscos e causando medo.
Conseguinte, o Ministério da Saúde junto com o da Educação elaborem palestras, campanhas midiáticas voltadas aos jovens e com o apoio de “influencers” digitais que sejam capacitados para falar sobre esse assunto no intuito de quebrar esse tabu, tornando-se algo natural. Desse modo, com jovens mais informados, com comportamento sexual responsável sendo possível reduzir o número de casos de DST’s e preconceito - tanto moral, físico, social até mesmo sexual- de soropositivos.