O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 15/08/2019
Durante o período da Idade Média, é possível observar, em livros e artigos, o surto de doenças venéreas que disseminaram milhares de pessoas em território não só europeu, como do mundo todo. Isso ocorreu, principalmente, devido a falta de informatização acerca, a qual impediu que vias de resolução fossem encontradas durante muito tempo. Entretanto, ao enfocar na Era do século XXI, já mais informatizada e precavida de métodos, o aumento de DST’S entre jovens no Brasil, é consequência da banalização do tema aliado a uma baixa preparação específica voltada para questão.
Em primeira análise, o aumento de doenças sexualmente transmissíveis, em território brasileiro, encontra sua maior fundamentação na vulgarização da temática em âmbito social. Isso pode ser explicado, principalmente, pela herança moral colonial lusitana, a qual problematizou e emoldurou a nudez e o sexo de acordo com os dogmas cristãos. Sob esse viés, essa moralidade, ainda intrínseca na sociedade brasileira, dificulta a facilitação da conversação entre pais e filhos sobre o a importância do sexo protegido e os perigos caso não efetivado. Em que, sem que haja essa linearidade de ensinamento e informatização, o país fica cada vez mais vulnerável quanto ao risco do aumento na incidência doenças venéreas entre jovens.
Ademais, a dificuldade dos principais órgãos e instituições, capazes de abranger o tema, acabam dificultando no abaixo de casos. De acordo com a Secretaria de Saúde, a mesma registrou 29 mil novos casos de alguma DST entre jovens de 20 à 29 anos no Brasil. Essas estatísticas, ocorrem, devido à uma falha generalizada dos planos de prevenção, uma vez que, o órgão ministral responsável pela pauta de saúde, falha em alertar de maneira mais eficiente, que além da camisinha, vacinas, medicamentos preventivos e tratamentos pós-exposição constituem o arsenal anti-DST mais completo. Além disso, as escolas se configuram como um expoente importante no trabalho à conscientização, e compartilham da mesma dificuldade dos pais em abordar a temática, gerando dificuldade em concentrar a instrução ainda quando menores.
Torna-se claro, portanto, fatores que contornem a situação do aumento de DST’S em nível nacional. Para isso, a informação ainda se constitui como a arma mais poderosa em prol dessa questão. Desse modo, é imprescindível que a família edifique os laços com os filhos, tornando a conversa sobre sexo mais aberta, retomando a importância da proteção. Logo, o Ministério da Saúde, por meio de dias de conscientização nas cidades, deve trabalhar na difusão de um conhecimento maior das doenças, exemplificando a quais o indivíduo está exposto, como pró-diagnosticar, incentivando a procura do tratamento e exames rotineiros como indica o órgão, para que assim, a situação em análise se reverta.