O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 16/08/2019

O Carnaval é uma das épocas mais esperadas pela população brasileira, principalmente pelos jovens; junto com a euforia do feriado vem a falta de preocupação com a saúde, os preservativos não são usados nas relações sexuais, o que aumenta a transmissão de  DSTs, como HIV, Aids e Sífilis.

Ao andar pelas ruas onde ocorrem as atrações carnavalescas, o que mais encontra-se no chão são preservativos, a maioria masculinos, e mesmo assim, não há o uso do mesmo. Entretanto, temos que levar em consideração que este não é a única forma de transmissão, pode ocorrer também através da mãe para o feto (durante o parto ou a gravidez), nesse caso, dependendo da doença, não há cura, fazendo com que a doença vire parte da família. Mas o que leva ao jovem não usar o preservativo? Pode ser pelo prazer, pela falta de informação, pela falta de comunicação, entre outros; mas, se for pela falta de informação, o governo tem que repensar nas campanhas sobre tal assunto.

As campanhas do governo estão ultrapassadas, como diz Roseli Tardelli, editora-executiva da Agência Aids: “Falta usar mais criatividade nas campanhas. Tem que ser menos careta, mais frequente. As campanhas estão sumindo e o jovem não percebe a vulnerabilidade que tem”. Além da falta de informação sobre o preservativo, há também falta de informação sobre as doenças, mais um motivo para o governo preocupar-se ainda mais.

Logo, o aumento das DSTs entre jovens e a falta de informação é uma realidade que pode ser mudada (ou diminuída) com algumas atitudes, como por exemplo, o governo pode investir em campanhas sociais de conscientização mais atraentes e moderno, pode também distribuir, em épocas como o Carnaval, o preservativo feminino também, incentivando ainda mais o uso do mesmo; o MEC (Ministério da Educação) pode colocar como obrigatório palestras e aulas sobre relações sexuais para alunos acima de 14 anos, o sociólogo Roberto Geraldo da Silva afirma “É preciso trabalhar a educação sexual nas escolas com mais efetividade…O uso de preservativos deve ser encarado como o do cinto de segurança e o consumo de água potável”.