O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 15/08/2019
Renato Russo. Freddie Mercury. Cazuza. Esses são exemplos de personalidades musicais importantes que faleceram devido à Aids — DST mais comum. Na sociedade atual, entretanto, apesar do fortalecimento das campanhas acerca dessas doenças, essa problemática tem alcançado números alarmantes entre os jovens brasileiros. Nesse contexto, urge remediar as principais causas, em especial a desinformação e a imprudência.
Em primeira análise, vale ressaltar a falta de informação aliada ao preconceito. Muitas pessoas tratam os doentes, em especial com DST’s, com distanciamento, de modo a persistir subconscientemente numa visão medievalista de doença — um pecador que deve ser isolado. No entanto, o apoio de familiares e dos grupos sociais do indivíduo infectado, sobretudo o jovem, é essencial para a aceitação e o tratamento da DST.
Além disso, nota-se a libertação juvenil propiciada pela tecnologia desde o advento da Terceira Revolução Industrial. Essa mentalidade libertadora se estendeu para a prática sexual, em que a imprudência ditou a banalização dos males do sexo sem proteção. Conforme o filósofo Immanuel Kant, a educação molda os homens. Desse modo, é aceitável, pois, a existência de um desfalque na transmissão da moral na sociedade brasileira.
Infere-se, portanto, que esse impasse precisa ser mitigado. Com isso, cabe ao Ministério da Saúde, em parceria com influenciadores digitais, engajar correntes de informação sobre as DST’s e sobre a importância da prevenção — mormente em celebrações nacionais. E deve atuar por meio das redes sociais, a fim de atingir os jovens e sensibilizá-los sobre a questão. Assim, poder-se-á evitar a perpetuação dessa problemática por mais gerações.