O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 15/08/2019

É de conhecimento geral que a época de maior disseminação de infecções sexualmente transmissíveis foi à década de 80, uma vez que não havia o conhecimento da enorme gravidade que as IST’S poderiam causar à sociedade. Atualmente essa situação se difere, pois mesmo a população sendo conhecedora da gravidade dessas enfermidades, nota-se que há uma negligência acerca da prevenção, aumentando assim o numero de jovens infectados. Dessa forma, é válido analisar as causas do problema.

Em primeiro lugar, é importante destacar que com a evolução dos meios de comunicação o jovem brasileiro voltou sua atenção às mídias sociais como tinder e facebook, retirando esta dos antigos meios como revistas e à televisão. Entretanto, o Estado não se flexibilizou aos novos meios comunicativos, o que gerou a diminuição do alcance da promoção de campanhas que alertam sobre a necessidade do uso do preservativo. Sendo assim, a nova geração não é sensibilizada da mesma maneira que a antiga, fator que ocasiona uma prevenção ineficiente.

Convém destacar, também, que a evolução da medicina proporcionou uma maior eficiência nos tratamentos de diversas patologias, o que de certa forma, tranquiliza a sociedade. Porém, essa evolução, de forma indireta, contribuiu para a falta de cuidado da juventude ao se prevenir, exemplo disso acontece referente à AIDS, cujo tratamento promoveu a melhoria na qualidade de vida do soropositivo, situação que minimizou o medo do contágio pelos jovens. Fato que é ilustrado na pesquisa realizada pela USP, em que apenas 31% dos jovens entrevistados afirmam se prevenir. Desse modo, é comprovada a banalização dos meios preventivos contra as IST’S.

Torna-se evidente, portanto, algumas das causas relacionadas ao aumento das infecções sexualmente transmissíveis. Sendo assim, o Ministério da Saúde associado à grade difusora de informação, a mídia, devem flexibilizar as campanhas de prevenção contra às IST’S, de modo que atinja os meios comunicativos de maior acesso entre os jovem. Além disso, o Ministério da Educação precisa estimular a mudança de comportamento da juventude acerca dessas infecções, através de seminários especializados e orientações psicopedagógicos aos alunos e também às famílias. Essas articulações serão impreteríveis para a conscientização e educação dos jovens brasileiros acerca de estabelecer como padrão o sexo seguro.