O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 13/08/2019

O aumento de DSTs em meio à população jovem é um problema não somente de saúde pública, como também no déficit da educação sexual de crianças e adolescentes. Essa nova geração de jovens que possuem mais liberdade em diversos aspectos de suas vidas precisa de orientação para agir com responsabilidade e consciência sobre a própria saúde e a saúde de seus parceiros. Sendo assim, é de grande importância que o Estado procure desenvolver formas de conscientizar o público jovem não apenas em redes sociais, as quais são meios de informação onde esses estão sempre conectados, mas também por meio da educação sexual nas escolas.

Segundo o artigo sexto da Constituição de 1988, é direito do cidadão o acesso à saúde e educação de qualidade, sendo os órgãos públicos responsáveis por permitir que esse acesso seja efetivo. O aumento do número de DSTs no Brasil indica uma falha do acesso a informação da população sobre educação sexual. Por isso, as ações de disponibilização de preservativos nas unidades básicas de saúde não são o suficiente para solucionar esse problema, é necessário que a informação sobre a segurança sexual chegue até a população de forma didática e efetiva.

A educação sexual nas escolas, além de orientar os adolescentes sobre as mudanças que essa fase do desenvolvimento humano ocorrem em seus corpos, permite que esses obtenham conhecimento sobre o que podem ser comportamentos abusivos. Ademais, discutir sobre educação sexual possibilita que os alunos identifiquem possíveis violências em suas vidas, denunciem eventuais abusos e sejam conscientizados sobre os riscos que as DSTs têm em seus organismos. A abordagem científica por meio de uma didática que permita que o jovem reflita e saiba o que é seguro para ele, é uma ação educacional que só traria bons resultados na luta contra o aumento das doenças sexualmente transmissíveis atualmente.

Logo, visando reduzir o número de jovens com DSTs no Brasil, é essencial que o Estado, por meio do Ministério da Saúde e em parceria com o Ministério da Comunicação Social, elaborem campanhas em mídias sociais capazes de informar os jovens sobre a importância dos preservativos e a ameaça real de DSTs na saúde das pessoas. Além disso, o desenvolvimento de materiais didáticos e a implementação da educação sexual nas escolas pelo Ministério da Educação, permitiria que as crianças e adolescentes obtenham informações necessárias sobre seus corpos, a naturalidade das mudanças do corpo durante o crescimento e iniciem suas vidas sexuais de forma responsável e segura. Assim, os jovens passarão a ter conhecimento dos riscos que o não uso de preservativos podem ter em suas vidas e terão mais informações sobre educação sexual.