O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 19/08/2019
No Brasil, a década de 1980 foi marcada pela epidemia do vírus da AIDS (síndrome de imunodeficiência adquirida) que é uma doença sexualmente transmissível (DST) responsável pela morte de milhões de pessoas e considerada pela Organização Mundial de Saúde como “holocausto demográfico”. Atualmente, mesmo com os avanços medicinais, esse cenário continua sendo um problema e os jovens são os principais que adquirem DST. Nesse viés, não somente a falta de informações , mas também a ausência do uso de métodos contraceptivos configuram-se como desafios para resolver esse problema.
A Era da Informação ou " Era tecnológica" surgiu após a Terceira Revolução Industrial e caracteriza-se pelo acesso rápido e prático a informação.Contudo, apesar da existência de meios informativos disponibilizados para todos, assuntos que tange educação sexual ainda é um tabu na sociedade brasileira. Isso ocorre porque a ideologia que está enraizada na população de que abordar assuntos acerca de relações sexuais pode estimular os jovens a terem uma vida sexual ativa. Entretanto, não informar, nem tratar de questões essenciais contribui para o aumento de DST entre os adolescentes no Brasil.
Além dessa questão, à luz do filósofo francês Jean-Paul, “O pior mal é aquele ao qual nos acostumamos”.Esse conceito relaciona-se a ausência do uso de métodos contraceptivos entre jovens, uma vez que a falta de de utilização de preservativos é um problema visto como corriqueiro pelos adolescentes.Desse modo, não só o desconhecimento sobre doenças adquiridas em relações sexuais, como também a ideia que os meios preventivos servem apenas para evitar gravidez indesejada são um dos fatores para a expansão de infectados por DST.
Diante dos fatos mencionados, cabe ao Ministério da Educação junto com o Ministério da Saúde aderir projetos informativos, por meio de inserção de aulas sobre educação sexual na grade escolar, além de campanhas e palestras nas escolas e postos de saúde sobre doenças sexualmente transmissíveis. Ademais, é dever do Governo Federal juntamente com o Ministério da Tecnologia e Comunicações investir em métodos que estimule o uso de preservativos, por intermédio de publicidade nas mídias sociais sobre a importância do preservativo e mais distribuições de camisinhas, com o fito de diminuir os efeitos desse problema e não retroceder a 1980.