O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 12/08/2019
Quem não se lembra do cantor Cazuza, a primeira celebridade a se declarar soro positivo nos anos 80? A notoriedade da sua luta contra a AIDS, contribuiu bastante para informar e alertar a população da época sobre os efeitos e os riscos dessa enfermidade. Atualmente, há um considerável aumento dessa e de outras doenças sexualmente transmissíveis, como a Sífilis, Gonorreia, entre outras, sobretudo entre os jovens. A que se deve esse aumento? Esse assunto anda meio esquecido, virou tabu. Não se fala abertamente sobre essas doenças na escola, no grupo de amigos e nem no ambiente familiar. Os jovens banalizam o assunto, pois não são divulgados, na mídia, casos de morte em consequência destas doenças, como ocorria nos anos 80 e 90. Devido à essa banalização, a maioria deles não se previnem.
Essa última geração, que começou a vida sexual depois de 2010, tem um modo diferente de lidar com as DSTs, não enxergam as consequências de uma possível contaminação. De acordo com o mais recente Boletim Epidemiológico de HIV/aids, lançado pelo Ministério da Saúde, o número de novos casos subiu quase 140% entre 2007 e 2017. Houve a comprovação, também, do aumento das demais doenças sexualmente transmissíveis, o que afirma os dados desse mesmo Boletim.
Assim, tendo em vista o grave aumento das doenças sexualmente transmissíveis no Brasil, o governo deve levar informação à população sobre as DSTs e métodos de prevenção, mediante propagandas nas mídias de grande impacto, como Rede Globo, SBT e Record e, também, nas redes sociais, como Facebook, afim de diminuir a propagação dessas doenças. Ademais, as Instituições de ensino, por sua vez, devem promover palestras envolvendo alunos e familiares no incentivo ao diálogo de forma a superar a resistência ao tratar desse assunto.