O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 10/08/2019

De acordo com o pensador Johann Goethe, nada é mais assustador do que a ignorância humana. Nesse sentido, encaixa-se o contexto sobre o aumento das doenças sexualmente transmissíveis entre os jovens brasileiros, devido ao sexo casual desprotegido e à falha de um Estado imparcial. Desse modo, medidas sociopolíticas devem ser debatidas e compreendidas, uma vez que a educação reflexiva e o amparo ao cidadão são os fatores essenciais para o bem-estar.

Nessa circunstância, a educação de senso crítico é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hoje, ao ocupar uma boa posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto, e esse contraste de desenvoltura é refletido no comportamento sexual dos adolescentes. Sob esse âmbito, segundo o site UOL, essa realidade é justificável, já que cerca de 60% dos jovens brasileiros ignoram o uso de preservativos e suas possíveis consequências. Dessa forma, uma analogia com a educação libertadora proposta por Paulo Freire torna-se possível, uma vez que defendia um ensino capaz de estimular a reflexão e em seguida libertar o indivíduo da situação a qual encontra-se sujeitado, a desinformação.

Outrossim, ainda que a Constituição Cidadã assegure direitos imprescindíveis, faz-se primordial a fiscalização por parte das camadas sociais para um cumprimento efetivo de sua real função. Segundo o filósofo Jhon Locke, a política deve ser usada de modo que, por meio de um convênio social, o bem-estar seja alcançado. No entanto, devido à inadequação de programas assistenciais, é perceptível que o aparato estatal rompe com essa harmonia, uma vez que desampara o indivíduo. Nesse sentido, não é dever do Estado proteger o cidadão do mal causado a si mesmo, e sim defendê-lo do que possam fazer contra ele, visto que negar o dever da responsabilidade é, de fato, direcionar o gerenciamento à negligência. Dessa maneira, urge a necessidade de uma campanha publicitária eficiente e preventiva.

Convém, portanto, medidas para reverter tal situação. Desse modo, é preciso atuação mútua entre Estado, educação e sociedade. A esfera maior, por meio da sua autonomia, deverá investir na eficiência de propagandas preventivas ao criar um projeto médico domiciliar que aborde no cotidiano a importância do sexo seguro e seus benefícios. É imprescindível também, que a escola promova a formação de cidadãos conscientes, por intermédio de palestras e debates em grupo, que envolvam a família, a respeito desse tema, visando ampliar a cortesia entre a comunidade escolar e a mudança no comportamento sexual. E a população, por fim, necessita tomar conhecimento dessa problemática mediate as pesquisas autônomas para tornar-se o órgão regulador do meio. Assim, a ignorância  humana narrada por Johann Goethe será superada.