O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 08/08/2019

Nos Estados Unidos, entre as décadas de 1980 e 1990, ocorreu uma epidemia de AIDS e HIV, que se alastrou para o Brasil. Com isso, foram criadas várias políticas públicas de prevenção a essas doenças. Na contemporaneidade, apesar dessas medidas houve um aumento das DSTs - em especial entre os jovens brasileiros -, o qual ocorre infelizmente devido não só a dificuldade das famílias quanto à educação sexual, mas também por causa da ineficácia do Estado em promover campanhas de prevenção.

Em primeiro plano, deve-se analisar que a questão sexual no Brasil ainda é um tabu, dessa forma, muitas famílias tem dificuldades em educar seus membros sobre a importância de praticar sexo de maneira segura. De acordo com o pensador Vygotsky, o indivíduo é fortemente influenciado pelo meio em que está inserido, o que ressalta a importância dos familiares na formação dos jovens.

Ademais, o Estado se mostra ineficiente em diminuir os casos de DSTs, tendo em vista que propagandas e incentivo ao uso de preservativos são intensificadas apenas no carnaval, o que faz com que não tenham efeito a longo prazo. Segundo o jornal uol, fizeram sexo sem preservativo no ano anterior a pesquisa, seis a cada dez jovens entre 16 e 24 anos. Nesse contexto, é evidente que o Governo precisa ser mais eficiente nas políticas públicas de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis.

Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver o problema do aumento das DSTs entre os jovens. Desse modo, é imperiosa uma ação do Ministério da Saúde, que deve, por meio do investimento em campanhas midiáticas, orientar a juventude sobre a importância de se prevenir nas relações sexuais, com o uso de propagandas com linguagem própria desse público e através das redes sociais, local de fácil acesso a esse grupo em específico, conscientizando de forma mais intensiva essas pessoas. Assim observar-se-ia uma diminuição dessas doenças entre os jovens brasileiros.