O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 06/08/2019

Aids, sífilis, hepatites virais e gonorreia. Segundo o Ministério da Saúde esses são exemplos comuns de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) nos hospitais do país. Apesar de vivermos num tempo com amplo acesso a informação, os jovens brasileiros têm ignorado o risco de contrair estas doenças. De acordo com dados da ONU, a taxa de contágio de DSTs no Brasil - ao contrário do que ocorre no restante do mundo - tem aumentado. Portanto, as causas desse fenômeno devem ser estudadas, bem como suas consequências, para que uma solução seja proposta.

Culturalmente, o sexo é um assunto tabu para se discutir com crianças e adolescentes, seja nas escolas, seja nas famílias. Em pleno dia, é possível escutar no rádio música do gênero funk incentivando o sexo sem preservativo. À margem de uma boa educação dos docentes e responsáveis, os jovens sofrem grande influência de conteúdos impróprios veiculados nos filmes, novelas e músicas. O sexo sem preservativo dessa forma torna-se normal, e consequentemente, o número de infecções aumenta.

Com isso, cria-se um problema de saúde pública e social. Os hospitais que já atendem precariamente têm a demanda aumentada. Os recursos públicos, que poderiam ser utilizados para outras demandas do povo, passam a ser destinados ao tratamento - dependendo da doença, pro resto da vida - de pacientes de baixa idade com doenças adquiridas pelo sexo sem preservativo.

Destarte, para que os jovens sejam conscientizados dos perigos e consequências das DSTs, é imprescindível que o Ministério da Educação insira a educação sexual como matéria obrigatória na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Imannuel Kant, filósofo alemão do século XVIII, já dizia que “é no problema da educação que se assenta o grande sucesso do aperfeiçoamento da humanidade”. Por meio da educação dos jovens de hoje, serão formados os pais de amanhã, e, consequentemente, o Brasil terá uma população mais esclarecida.